Reparei que ninguém postou aqui sobre troca de pastilhas por chegar ao fim da vida, só por algum defeito pontual.
Eu sabia que o sistema de regeneração da BYD era bom, mas não sabia que era tão bom assim… ainda mais quando se fatora o peso do carro… e tudo isso com coasting, nada da neurose do one-pedal.
Com meus carros alemães, tinha que ir atrás de pastilhas OEM Sachs ou Textar para fugir das carissimas originais da CSS ou das péssimas alternativas locais. Nada disso agora…
Mesmo com o carro à combustão, eu sempre dirigi com muito foco em prever o trânsito à frente para evitar usar o freio e desperdiçar energia cinética. Agora, com o freio regenerativo, eu praticamente não uso o freio, somente em questões que não previ (uma pessoa que entra na minha pista, um quebra mola que não vi…) e quando o carro precisa realmente parar como um sinal fechado, mas mesmo assim, geralmente já perdi toda a velocidade e o freio apenas serve para os 15km/h finais.
Vendi o Dolphin com 50 mil km e a pastilha parecia nova na revisão de 40 mil km.
Eu sinceramente acho que minhas pastilhas vão durar toda a vida útil do carro.
Vou fazer a revisão de 80mil em breve e vou dar uma olhada, mas a principio ainda esta bom. Já quiseram me empurrar pastilhas novas e fazer um passe no disco em uma “oficina” que levei só pra alinhar/balancear. Mas recusei o “serviço” do freio.
Falaram que o disco estava arranhado e a pastilha vitrificada.
O último vídeo que vi do “Dolphin do Teto Amarelo” do Glison no YouTube, estava com 280 mil km e estava com as pastilhas novas. A maioria dos proprietários de BYD nunca vai trocar pastilha de freio.
Eu fiz as trocas no meu byd song plus, as pastilhas aguentaram 50mil KMs, a concessionária queria me vender 2 discos cada um por 1300,00 e o par de pastilha por 1600,00 reais.
O unico lugar que encontrei com um preço mais justo foi no mercado livre, o disco a 650,00 reais modelo hf941 e as pastilhas a 380 reais da OriginALLparts OEM OCDA3401 / SA3HA-3501170 / SA3HA-3501180 / 13514923.
Outro ponto, fiquei com o carro parado pois começou a arranhar e tive que esperar chegar do mercado livre, o prazo da concessionária era bem absurdo 30 dias, e nenhum tem a pronta entrega, liguei em várias.
Não tenho híbrido então não posso afirmar, mas meu palpite é que o Song usa bem mais o freio hidráulico pelo fato da bateria ser pequena e não suportar muitas recargas por regeneração.
Como curiosidade, acompanho um cara da Finlândia que tem um Seal. Por lei tem que fazer uma inspeção anual do carro, e o dele não passou nessa inspeção devido aos discos de freio estarem enferrujados. Lá neva muito e usam sal para tirar a neve. Como quase não se usam os discos, ficaram arruinados.
Cobraram 1300 euros para trocar, mas depois de muita briga acabaram fazendo o serviço de graça pela garantia.
Sugeri pra ele de vez em quando deixar o carro no Neutro antes de frear, para forçar o uso dos discos de freio.
Seu método é certamente mais civilizado que o meu. Eu sugeriria dar uma estancada com o pé no freio de vez em quando, mas além de ser mais bruto ainda deve ser menos eficiente.
Por curiosidade fui olhar os discos de freio do meu carro e ambos estão como novos. Achei que o traseiro estaria mais desgastado, dado que o Dolphin so regenera no eixo dianteiro, mas tá zerado também.
Acho que teve alguma alteração. Talvez, por causa do aumento do buffer da bateria, mas meu D+ de uns tempos pra cá, já começa a regenerar em 99,6% (no painel ainda mostra 100%, por causa do arredondamento).
Qualquer 0.1% abaixo de 100% e já começa a regenerar. Porém essa regeneração fica limitada até uns 95%.
Testei isso em um trecho de decida onde a regeneração alta atinge 23kW sem acionar o freio estando com carga abaixo de 90%, mas com 99% não passa de 10kW também sem acionar o freio no mesmo trecho.