Excelente a observação sobre o balanceamento das células da bateria, pessoal!
Algumas observações:
Eu já vi a mensagem no painel dizendo que estava fazendo o balanceamento, quando estava perto de 100%. Fiquei medindo a voltagem das células por muito tempo e, mantendo minha rotina de carga, o desbalanceamento era menor que 0,007V e não aumentava. Portanto, dano não vai causar. Mesmo porque a BMS corta o carregamento assim que qualquer uma das células chega na voltagem máxima estipulada. O mesmo deve ocorrer quando atinge a voltagem mínima.
Não sei se ele faz o balanceamento com a carga abaixo de 10%, porque nunca deixei chegar nesse nível. Mas como dito acima, ele faz às vezes quando chega perto de 100%, mas não faz todas as vezes (já fiquei acompanhando algumas vezes pra ver se aparecia a mensagem de novo e não apareceu).
O próprio carro pede pra fazer o balanceamento depois de várias semanas (mais de mês, creio eu, nunca anotei o período) mostrando mensagem pedindo pra carregar a 100% então acho que é um momento adequado. Da próxima vez, vou investigar as voltagens das células com o OBDII antes de recarregar a 100%.
Quanto a stress térmico, ele só potencializa os problemas, mas toda carga e descarga causa microavarias na bateria que vão se acumulando. Da famosa formação de “dendritos” a microfraturas na estrutura dos eletrodos que acabam absorvendo lítio e diminuindo sua disponibilidade. Uma observação importante é que só conseguimos ver a temperatura no sensor, mas não no interior da célula. Mas os mecanismos de refrigeração parecem ser bem eficientes.
Curva de voltagem da LFP de 20% a 80% não é exatamente plana, mas é bem complicado, porque só o fato de passar um tempo sem uso após uma carga faz as voltagens diminuírem (eu fiquei medindo com o OBDII). Então é como nós dissemos, o BMS integra a corrente e é razoavelmente preciso. Ele até pode estimar a carga vendo as voltagens das células, mas com uma margem de erro bem grande. Mas integrar a corrente é medir a carga em Coulombs então é razoavelmente preciso. Juntando as duas informações dá pra ter uma certa segurança. Basta obedecer a mensagem no painel do carro.
Eu não disse que não há diferença entre o comportamento de diferentes tipos de baterias de lítio. Eu mesmo disse que a vida útil da LFP é 3 a 10 vezes maior que NMC.
Eu não disse que não carrego até 100% com alguma frequência. Mas eu sigo a recomendação da montadora que aparece no próprio painel do carro. Só que no dia-a-dia, mantenho uma rotina preventiva. E, como disse, durante um bom tempo eu usei o OBDII pra ter certeza de que o desbalanceamento não era muito grande.
Enfim, como disse o Júlio, quem mandou eu levantar o assunto de novo?
Eu estou em negociação de um Mini, e pretendo ir na loja próxima semana pra tentar fechar, e esses dias lendo um post aqui sobre degradação de bateria eu confesso que fiquei bem assustado. Galera com 20/30k km dizendo que a bateria mostrava 96% de saúde. Achei 4% em 30k km um valor muito alto, mas lendo os posts tive a impressão que essa medição de saúde não parece muito precisa nesses aplicativos testados no OBD.
Não é somente imprecisão. A degradação não é linear. Meu Plus está com 95% de SoH com 27k, mas está assim desde os 20k (provavelmente antes pois eu nunca tinha medido). No início da vida a bateria pode apresentar uma degradação mais acentuada, mas ela estabiliza e tende a reduzir bastante em pouco tempo. Então não significa que o SoH vai chegar aos 54k com 90%, por exemplo.
Com a garantia que a BYD oferece você dificilmente vai ter problemas a ponto de precisar trocar a bateria, especialmente pagando do próprio bolso.
Acho que a melhor referência até agora é o famoso “Dolphin do Teto Amarelo” do Gilson, no YouTube. Já está com mais 280 mil km rodados e as únicas peças que precisou trocar por desgaste foram os pneus. E até há bem pouco tempo (mais de 200 mil km) estava com 90% de saúde da bateria, se não me engano. E na condição mais severa de uso que é a de motorista de aplicativo descarregando bastante todo dia e recarregando a 100%.
Oi, Júlio, o meu CarScanner sempre deixava o SoH em branco. Talvez por conta do meu padrão de uso incomum. Ontem, fui espetar o OBDII, porque apareceu a mensagem pedindo pra fazer o carregamento a 100% para balanceamento da bateria (aliás, mesmo com a mensagem, o desbalanceamento era de apenas 0,007 V).
Acredito que ele finalmente conseguiu estimar porque eu deixei a carga cair a 30% pela primeira vez depois de uma viagem.
Segundo a estimativa do CarScanner o SoH está em 96% com quase 39 mil km rodados. Já deve estar na faixa estável, depois da degradação inicial mais acentuada, mas espero que continue assim por muuuito tempo… Pelo menos está um pouquinho acima da média que o pessoal tem relatado. O tempo dirá!
Bom, so pra deixar o meu ponto.
Meu carro, desde q eu tirei ele da concessionaria, ele dizia na casa de 96% de SoH no Car Scanner.
Com o tempo, fazer cargas de uns 20% ate 100% hoje ele mostra 98,5% SoH. (agora com 7k Km)
Então, sendo bem sincero, eu não coloco minha mão no fogo por esse tipo de metrica pq nao me parece muito precisa.
Ja que levantaram o assunto novamente, eu sou do time que sempre coloca para carregar quando chega entre 20%/30% e deixa até 100%! Kkk
Tenho o Dolphin Plus e no ultimo balanceamento tinha rodado 23k em um ano de uso e o SOH entava em 99%
Daqui 8 anos abrimos um topico em conjuno para tirar a prova se é melhor carregar até 80% ou 100%!
Brincadeiras a parte, vendo um dolphin de uso severo com 280 mil km rodados perdendo apenas 10% de bateria me deixa bem tranquilo com relação se estou fazendo o certo ou não com o carregamento até 100%