O futuro é elétrico, híbrido, hidrogênio ou ...?

Acho que todo mundo que está aqui escolheu elétrico, pelo menos a curto prazo.

Mas sempre tem a discussão se híbrido é uma boa, se o futuro vai ser hidrogênio, ou nada disso, se vai continuar existindo carro a combustão.

Vocês compraram elétrico por acaso ou porque acham que ele vai ser o futuro?

Esse vídeo fala da aposta da Toyota com Hidrogênio, onde ela gastou bilhões e está cada vez pior. Nos EUA estão fechando postos de carregamento. Está custando 4x mais para carregar a hidrogênio do que a gasolina, a bomba de carregamento só carrega 50 carros antes de ser reabastecida e é tão cara que não tem como essa tecnologia expandir.

Pontos que acho:

Elétrico

  • Vai ser o carro do futuro. As dificuldades de hoje já já vão ser superadas, principalmente com as novas baterias de 1000+ km e depois de 2000km.
  • As novas baterias vão carregar em 10-15min. A espera em pontos de carregamento não vai ser muito problema. O problema vai ser ter carregador com a quantidade de kwh que precisa em um país que fase é 110V.
  • Preço de revenda vai cair quando chegar a nova geração de baterias, mas por outro lados temos saving atualmente que dá uma compensada;

Hibrido

  • Em geral, no modelo atual eu não compraria porque tem bateria pequena e faz um ciclo de bateria por dia praticamente. Isso é muito ruim.
    Tem bateria dessa que vai dar problema com 3 ou 4 anos. E em carros que carregamos 1x por semana é 7 vezes menos ciclos (dura muito mais).
  • Tem a manutenção de dois sistemas no mesmo carro (combustão e elétrico). O preço disso não é dobrado mas é mais caro e continua tendo um monte de peças (agora até mais) que podem quebrar;
  • Continua poluindo mas em menor intensidade;

Combustão:

  • Trouxe a gente até aqui. Mas já é tecnologia ultrapassada. As montadoras legadas que fabricam parece que estão fazendo uma carroça comparado com o carro elétrico;
  • Vai ter sobrevida porque é onde está o dinheiro hoje e as montadoras fazem lobby para aumentar imposto dos elétricos enquanto correm atrás do atraso que existe comparado com a China;

Hidrogênio:

  • No formato atual, já nasceu falido. Só vai dar certo se inventarem um jeito de carregar o carro sem uma bomba que custa mais de 300 mil e tem capacidade limitada;
  • Enquanto não arrumarem um jeito de carregar com água e gerar o hidrogênio dentro do carro, não vai funcionar;

Alguém acredita no Hidrogênio, Hibrido ou algo?

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Acho que o futuro é multimodal. Carros especializados às necessidades do motorista, mas sempre com alguma eletrificação, já que o motor elétrico é eficiente demais para ser ignorado. Híbridos para longas distâncias, elétricos para médias e curtas, sendo os carros mais baratos elétricos. Mesmo que para mim solucão de longo prazo para viagens longas não seja o carro, e sim trens.

Penso que o hidrogênio não vinga para carros de passeio. É um combustível que, apesar de limpo é caro de produzir e difícil de estocar/transportar.

Caro de produzir porque exige muita eletricidade para obter por eletrólise, ou necessita de processos químicos caros para ser retirado do gás natural (hidrogênio fóssil) ou álcool (hidrogênio verde).

Difícil de estocar e transportar porque, ao contrário do GNV, o hidrogênio não pode ser liquefeito à temperatura ambiente. Deve ser estocado gasoso a pressões altíssimas ou líquido em temperaturas criogênicas.

Além de tudo, é muito difícil de conter por ser uma molécula pequena. Um carro a hidrogênio vaza constantemente. Imagine você deixar o carro parado por muito tempo e descobrir que seu combustível sumiu!

Tudo isso é complicado para a infraestrutura de distribuição. Quem critica o carro elétrico pela falta de insfraestrutura de carregamento não tem como apoiar o hidrogênio. Posto de carregamento podem ser instalados em qualquer lugar com uma mínima infraestrutura elétrica. Hidrogênio não.

A única razão que eu vejo para falarem de hidrogênio para carros no Brasil é o lobby do agronegócio. O mesmo que te obriga a comprar gasolina com 27% de álcool. Vide o vídeo recente do governador de SP (maior estado produtor de álcool) num Toyota Mirai.

Dito tudo isso, acho que o hidrogênio tem futuro sim. Só que no transporte coletivo e pesado: ônibus, trens, caminhões e talvez quem sabe aviões. Carro nunca.

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Os elétrico atuais já atendem as necessidades de muita gente. Quando tiver modelos baratos com autonomia superior a 1000km vai atender muito mais. Por exemplo, a necessidade de carregadores em estradas fica reduzida, dá para fazer grande parte das viagens sem precisar parar para carregar. Quem mora em apartamento e não tem como instalar um carregador, pode fazer apenas uma recarga semanal, quinzenal ou até mensal em algum eletroposto na cidade.

A tendência é que carros a combustão continuem a existir, a maioria na forma híbrida, porém em número cada vez menor.

Hidrogênio não e viável. Gasta muita energia para obtê-lo e é difícil de armazenar, transportar e abastecer.

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Eu acho que isso aqui já mata os hibridos hehe…
Um carro elétrico com mais de 1000 km perde a maior parte da razão do hibrido.
Alguém vai querer viajar / dirigir mais de 1000km em um dia sem parar?

E como as paradas vão ser menos necessárias, acho que até chegar essas baterias vai ter carregador suficiente para ser um cenário controlado (mais de uma opção para ninguém passar aperto).

Dito isso a propaganda do governador falando que Hidrogênio era o futuro, mostrando a Toyota foi um desserviço né? Só lobby…
Ainda falaram que a USP iria investirem pesquisa para fazer hidrogênio do Etanol para o carro. Só funciona se fizer essa conversão dentro do carro. Do jeito que é hoje com bomba de carregamento não funciona (muito caro / cheio de limitações).

O pior é que recebi de amigos essa notícia do hidrogênio / governador de SP e eles comentando que eu tinha comprado elétrico mas era arriscado porque esse era o futuro :joy: :man_facepalming:
Por isso achei um desserviço essa propaganda de algo que não faz sentido.

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Acompanho o desenvolvimento das “celulas de combustível” a mais de 20 anos. Extraem o hidrogênio do etanol ao passa-lo por uma membrana. Recombina esse hidrogênio com o oxigênio da atmosfera, gerando água e eletricidade no processo. Até hoje é um equipamento caro e de difícil manutenção. Com a evolução das baterias já está ultrapassado antes de se tornar viável. Só o lobby em SP mesmo tentando tapar o Sol com a peneira.

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Primeiramente, eu comprei um elétrico pura e simplesmente por questão financeira, é muito mais barato de rodar.

Quanto ao futuro, acredito que vai ser multimodal como o amigo @DiegoCPB falou. Não creio que veículos a combustão vão morrer tão cedo, mas vão diminuir ao longo dos anos. Acho sim que a motorização tende a ser elétrica por causa da grande eficiência, diminuindo os híbridos com acoplamento do motor a combustão para tração (assim como a Honda está fazendo).

Eu acredito que para o veículo elétrico a bateria virar maioria, é preciso uma revolução tecnológica das baterias, custo baixo, maior capacidade, carregamento mais rápido com segurança. A partir do momento que você conseguir recarregar um carro em 10 minutos para ter mais 500km de autonomia, em um carro com o preço equivalente de um à combustão, aí acho que não tem mais volta.

Essa é a próxima melhoria nas baterias, e ela está muito próxima.
A CATL anunciou em Agosto 2023 uma bateria LFP que com 10 min de carga você poderia dirigir 700km:

Não sei se já saiu carro com essa bateria, mas em geral a CATL tem carregamento mais rápido que a BYD.

Porém a BYD Blade V2 que sai esse ano vai aumentar a capacidade em 27% ocupando o mesmo espaço (isso é muita coisa) e para resolver o problema do carregamento rápido dizem que BYD vai fazer o que ela fez no Denza N7 que é um carro que ela acabou de lançar na China.
Basicamente ele tem duas entradas de carregamento, um na direita e um na esquerda, cada um carrega uma parte da bateria simultaneamente, com isso dobra a velocidade de carregamento, mas ocupa 2 vagas no carregador hehe

Mas aí é sacanagem… rsrs… Mas, falando sério, talvez fosse mais “correto” a BYD investir em melhorar o sistema de carregamento dos carros e incentivar para que carregadores mais rápidos fiquem mais baratos… Salvo engano, nenhum dos carros da BYD carrega a mais de 11kw. Se colocarem um inversor de 22kW (que já existe em carros de outras marcas) já teria o mesmo efeito do que duas bocas de carregamento.

Ou então investir no formato que a NIO tem utilizado, de troca completa de bateria a cada carregamento em estações de troca.

Usar dois carregadores ao mesmo tempo não é ruim. Mesmo que ocupe dois o carro desocupa o espaço físico mais rápido. Mas como não estamos acostumados, seria estranho mesmo.

Sobre a velocidade de carregamento você está confundindo AC com DC.
Esse 11kwh é em AC que é o carregamento de casa… é isso mesmo. No dia a dia o ideal é carregar devagar.

Em DC o Dolphin Plus é 60kwh. O Dolphin Mini 30kwh.
O que não tem ainda é carro da BYD carregando a altas velocidades tipo 150kwh, 300kwh… isso que vem nas novas baterias.
Mas na Blade v2 daria para carregar em dois bocais rápidos.

Não entendi porque disse que estou confundindo AC com DC. Não confundi, mas também não entendi porque achou que confundi… rsrs

É possível carregar em AC até 22kW em carros que suportam 22kW e sem precisar a instalação de carregadores DC, muito mais caros.

Na verdade você não especificou, só falou assim:

Salvo engano, nenhum dos carros da BYD carrega a mais de 11kw.

Isso não é verdade, todos carregam a mais de 11kwh. Mas não é em AC.

Posso estar errado, mas acho que essa ideia de uma entrada “dupla” pra carregar mais rápido não me parece funcional. Quando um carregador DC está sendo compartilhado por dois carros, a velocidade cai praticamente pela metade, logo, dois carregadores em um mesmo carro terá praticamente a mesma velocidade. Se um carregador tem 60KW, por exemplo, ao ser comparilhado, cada carro irá receber aproximadamente 30KW cada, pq o limite do carregador é 60KW.

No Brasil tem isso mesmo hehe
Pode ser limitação do carregador ou da rede eletrica do local.
Mas lá fora (EUA, China) não deve ter esse limite, senão eles não fariam isso nesse Denza N7 que foi lançado.

Mas até isso chegar aos outros carros é uns 2-3 anos ou mais pra frente… talvez até lá a infra aqui tenha melhorado um pouco.

Gostaria de fazer uma observação sobre o hidrogênio. Além de ser altamente explosivo, por ser uma molécula pequena, ela consegue até atravessar paredes de aço, não sei exatamente a velocidade com que isso ocorre, mas é mais um problema, não dá pra armazenar por períodos muito longos. Existe uma maneira muito boa de tornar o hidrogênio mais estável, basta associá-lo a uma molécula de carbono, formando hidrocarbonetos… etanol por exemplo… Aí, se fizermos algumas considerações, perceberemos o absurdo que é gerar hidrogênio a partir do etanol… Isso seria interessante… para as empresas envolvidas com a cana-de-açúcar e a produção de álcool… Na minha humilde opinião, apoiar um absurdo desses é ignorância ou são interesses estranhos por trás…

O novo motor que a Toyota está fazendo consome hidrogênio liquido em vez do gás porque minimiza alguns problemas como ter uma bomba de combustível para injetar o hidrogênio em uma pressão especifica (que é cara) ou armazenar isso e vazar…

Mas ainda sim é treta. Acho que a Toyota tá insistindo em algo que não devia… investiu bilhões e continua insistindo em algo problemático.

HIdrogênio líquido vaza do mesmo jeito, além de precisar armazenar em temperaturas baixíssimas. Não é uma alternativa viável de armazenamento a longo prazo, principalmente em um país quente como o Brasil.

Pois é, eles estão trabalhando nisso, mas não vai dar em nada não…
Hidrogênio é furada.

Acho que vinga sim, mas pra veículos que rodam muito e não ficam com combustível no tanque muito tempo.

Exemplo: ônibus. Rodam o dia inteiro e sempre abastecem no mesmo lugar.

O hidrogênio fica líquido a 20 K = -253 ºC… Imagina a quantidade de energia que precisa pra resfriar a essa temperatura. E pra manter nessa temperatura, muito isolamento a váculo e muita energia gasta, também. É ótimo pra Toyota fazer publicidade de si mesma parecendo ser muito high-tech, mas se fosse fácil, já teríamos aparelhos usando supercondutores pra todo lado (que, na maoir parte, ainda necessitam de baixíssimas temperaturas). Talvez uma possível aplicação fosse em aviação que é uma das maiores fontes de gases do aquecimento global e tem um problema com o peso das baterias vs autonomia.

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