Baterias, baterias, baterias!

Olá a todos!

Para não congestionar e não descaracterizar o tópico “BYD nas Notícias”, resolvi abrir um dedicado a baterias, que são o graal da indústria de EVs.

Este é um momento de transição com muito investimento e muitas novidades vindas das mais diversas regiões e companhias.Sugiro colocar tais novidades aqui.

Abro com uma noticia bastante relevante neste aspecto, que é o lançamento, feito hoje, da nova linha de baterias de sódio da CATL, já em 4 formatos de aplicação comercial específica. Destacando que o sódio custa 20 vezes menos que o litio (olha a Lei de Moore aí, adoro falar dela), e sua abundância não enseja disputas geopolíticas (a.k.a. guerras).

Por mim, o @admin @renato (quem sabe chamando duas vezes ele atende :grin:) podia criar uma nova categoria chamada Baterias.

Esse anúncio não deixa de ser ‘histórico’, mais um capítulo dessa bela história dos EVs.

Boa leitura!

8 curtidas

Acho mais do mesmo, só que mais barato, mesmo que custe 20x menos, na prática vai custar 30% menos pro consumidor final.

Disruptivo serão as de estado sólido de 600w/kg chegarem a preço de LFP.

Imagina no mesmo espaço e peso atual de bateria do dolphin gs termos 180kw de bateria? Possibilidades seriam:

Fazendo de boas 1200km com 1 carga

Ou a bateria atual ficando 4x mais leve e o carro ficando mais econômico

Ou termos pockets cars para a cidade, tipo o smart for two fazendo 300km de autonomia pesando 800kg ou menos.

Indo pra 1000w/kg já poderemos ter aeronaves comerciais.

E temos protótipos de 5000w/kg… Com essa densidade mantendo mesmo peso e volume da bateria do dolphin teríamos 8400km de autonomia ou na autonomia atual com a bateria pesando míseros 22kg.

1 curtida

Nem precisa trocar de carro (ou pode comprar um usado baratinho) e leva um “powerbank” no porta malas para recarregar quando necessário.

Bem válido, mas nesse caso teria de ser DC-DC devido às perdas.

1 curtida

Aguarde os chineses :slightly_smiling_face:

Uma redução de 30% no elemento que corresponde à metade do custo de um VE não me parece “mais do mesmo”. Quem já trabalhou em finanças e marketing de uma grande empresa pode apreciar uma evolução dessas e seu impacto no mercado.

E o mundo não vive somente de disrupturas. O mundo dos computadores, de onde vem a própria Lei de Moore, vive décadas de melhorias progressivas, melhorando os equipamentos de litogravura, e diminuindo a resolução dos circuitos de nanometro em nanometro. Não precisamos de um momento disruptivo, como a computação quântica, para obter ganhos inimagináveis econômicos e tecnológicos nesse periodo. Há decadas atrás, vendi um mainframe de 64MB de memória acoplado a um array de discos de 25GB por 4 milhões de dólares. Não precisamos de disruptura, mas de muita progressão para chegar a um celular com 10.000 vezes a capacidade daquele mainframe por 1/10.000 do seu preço. :+1:

1 curtida

Trabalhou na IBM? Pelo jeito enquanto vc vendia, eu arrumava os 3380 da vida… Bons tempos.

1 curtida

Que legal!!

Sim, esse foi o preço de um 4381 + 5 x 3380. :+1:

Bons tempos indeed, só viajávamos de classe executiva e os allowances de almoço eram irados! :grin:

Foi a época em que todos achavam que a IBM era prejudicada pela reserva de mercado mas era o contrário. A maioria das empresas precisava não mais que um sistema médio como o /360, mas pela reserva só podiam comprar Scopus, Sid, Digirede nacionais. As empresas preferiam então comprar mainframes 4341 e 4381, muito mais caros e lucrativos, mas, como se dizia, “nenhum CIO era demitido por ter comprado IBM”.

Bons tempos…

1 curtida

Isso provavelmente não ocorrer dessa forma. Quando chegarmos nas baterias sólidas de alta densidades, o caminho natural da mão invisível do capitalismo é reduzir o tamanho e peso das baterias mantendo um volume de energia suficiente para 300 a 500 km.
Alias esse hoje é um problema de dirigibilidade dos elétricos.
O quão mais rápido e econômico seria um Dolphin + com 600 quilos a menos de peso? A durabilidade da suspensão, pneus e buchas, tudo melhoraria.
A verdade é que as vezes a gente se ilude e acha que essas grandes empresas se importam com a natureza e querem fazer o bem para as pessoas quando na verdade é só questão de criar um novo eco sistema de transporte onde eles vão derrubar as montadoras comuns e redes de combustíveis. E assim substituir essas redes por novas oferecendo redes de recarga rápida, que vai garantir a eles uma confortável mesada durante os intervalos que as pessoas trocam seus carros por novos.
A própria BYD ja fez declarações sobre esse objetivo dizendo que carros elétricos não precisam de mais de 500 km de autonomia, mas sim de redes de recarga super rapidas. E faz sentido, uma bateria de D+ hoje pesa 900 quilos. Se eles triplicarem a capacidade, podem fazer 3 baterias de 300 quilos e cortar custos.

Não é tudo isso não… As LFPs atuais tem cerca de 150 Wh/kg, que daria um peso de cerca de 400kg para o Plus. Colocando refrigeração e proteção em baixo (que continua sendo necessário mesmo com outra bateria com mais densidade energética) o peso fica em torno de uns 500kg.

Ainda assim bastante, uma redução no peso certamente ajudaria muito no consumo e no stress da suspensão.

Ninguém nunca se preocupou com um carro a combustão que ande 1000km sem abastecer. Por que? Porque tem posto pra todo lado, é difícil ficar na mão, embora alguns consigam.

Hoje a gente sonha com elétrico de 1000km porque ainda faltam pontos de recarga. No dia que as redes de recarga forem tão ubíquas quanto postos de combustíveis, e as recargas forem rápidas ao ponto de não deixar ninguém esperando, a autonomia vai deixar de ser um problema.

Sem contar que uma bateria com 3x a capacidade atual, levaria 3x mais tempo para uma carga completa. Por mais que a gente não precisasse carregar totalmente nunca, a sensação psicológica de nunca ter o carro com o tanque cheio afeta a percepção dos consumidores e a gente vê não é de hoje as bobagens que as montadoras gastam dinheiro so pra diminuir esse tipo de sensação como a Honda que faz um CVT com simulação de marchas. Chega a ser ridículo pensar que uma empresa invente um cambio automático que justamente tem como melhor característica não ter marchas e depois gaste dinheiro colocando um sistema pra simular justamente o problema que ele naturalmente já tinha resolvido.

Não é tão simples, um carro a combustão “recarrega” em 5min, por mais avançado que seja o carregador elétrico, creio eu que não será menos de 30min no Brasil, devido a diversos fatores que não vamos elencar aqui pois não é o objetivo. Então se forem 30min, precisaria de 6x mais eletropostos para equiparar, claro que nem todo mundo irá carregar no eletroposto visto que a vantagem é carregar em casa.

Mas uma bateria digamos com 600km de autonomia supre praticamente 90% do uso em viagem, claro que sempre tem aqueles que fazem 1000km no dia.

Dizendo isso digamos que a taxa de 6:1 dos postos cairia pra 3:1 com baterias de 600km ou mesmo 1,5:1 se for 900km de autonomia ou praticamente elimina os eletropostos se pensarmos que viaja 900km, descansa em hotel recarregando o carro.

Creio que os carregadores acompanham a capacidade das baterias. A infra do BR que não irá dar conta…

Já viajei sozinho e com o carro cheio de pessoas e malas e praticamente não vi diferença no consumo.

Agora brutal foi ir a 90km/h e a 110km/h, foi coisa de mais de 25% de economia na velocidade menor.

O ponto é que 30 minutos a cada 300-400km não é o fim do mundo. O fim do mundo é o usuário médio, que não é o usuário que frequenta esse forum, não saber onde vai carregar. Se cada um dos postos de combustíveis tiverem pontos de recarga, esse problema acaba.

Sobre o seu “cálculo” da proporção de postos de combustíveis x pontos de recarga. Isso só faria sentido se TODOS dependessem 100% desses pontos de recarga.

A realidade é que, com planejamento, muitas regiões já têm pontos de recarga suficiente. O que falta é ponto de recarga sem que o tiozinho de 60+ precise aprender a usar um ABRP pra planejar a sua viagem. E a persona do tiozinho 60+ é um exemplo extremo, porque eu conheço dono de VE na faixa dos 20-30 que não viaja com o carro porque não sabe/tem preguiça de planejar.

Eu gostaria de ter uma bateria com mais autonomia do que os 400km do D+, mas uns 500km já seria o teto pra mim. Não quero uma bateria que leve 20-30 horas pra carregar em casa, e nem quero ficar carregando entre 50-100% ou 20-70%, visto que eventualmente é benéfico deixar a carga cair até 20% e carregar até 100% em seguida, com 1000km isso seria um inferno.

Aí tu falou igual o gordinho da 4rodas.

1 curtida

A BYD está trabalhando nos carregadores de mil volts justamente focando na sonhada recarga de 5 minutos.
Mas não numa bateria de 900Km de autonomia pq fere em 2 lados a sua estratégia de mercado:
Primeiro, uma bateria de 900 Km poderia ser utilizada pra fazer 3 carros de 300km em vez de 1 só de 900. Isso significa deixar de vender 3 carros baratos, que vão gerar manutenção e revisões em troca de 1, que teria de ser bem mais caro só pelo material utilizado na bateria e portanto mais difícil de vender em escala.
Segundo. Justamente o mercado de carregadores rápidos. A BYD está trabalhando em novos tipos de recarga rápida, com esses sistemas de 1000v e baterias estacionarias, além de já fazer painéis solares.
Imagina uma marca como a Ford não só fazer carros, mas ter uma refinaria de petróleo, fabricar as bombas de postos e distribuir a gasolina.
Vender em todos níveis do mercado automotivo, do cliente final ao vendedor de combustível é o foco aqui, para continuar lucrando com cada KM rodado dos carros e não só a venda inicial e revisões.

1 curtida

Exatamente o que fez a Tesla. Longe de mim vangloriar o Kiko foguetes, mas a estratégia é insana. Vende o carro e ganha receita recorrente com recargas, uma receita recorrente SEM depender de problemas/falhas que desgastam a visão de qualidade do produto…

1 curtida

A questão é que são 5min na combustão e 30 no elétrico. Outra coisa, 1 posto de combustível com 1 bomba atende 12 carros em 1h, já um eletroposto se for encher a bateria toda só atende 1 e olhe lá. Isso mesmo com recarga ultrarrápida, porque os primeiros e os últimos % da bateria sempre são em carga mais lenta.

Não sei quem é, qual a questão? A infra do Brasil no momento não consegue nem transferir a energia gerada no Nordeste pro sudeste ou sul. Caso esteja falando na infra local, aqui em Porto Alegre até 60kw de carregador está ok, acima disso cobram até a fita isolante pra levar a infra até o local do eletroposto, pois um trafo no poste pode ser usado para UM carregador de 60kw ou para 60 apartamentos, qual tu acha que é o interesse da concessionária de energia?

Daí te pergunto, armazenamento de dados, um HD de 2TB custa 300,00 e um de 3TB custa 350,00 qual tu pegaria? Se 2TB fossem suficiente para todos os usuários porque a fabricante faz HD maiores se pode fazer vários menores e lucrar mais?

O que vai definir o tamanho das baterias não será as montadoras e sim o mercado.

E o mercado em Portugal que 500km tu vai pra qualquer parte do país é bem diferente do Brasil que é intercontinental.