Baterias, baterias, baterias!

Isso aí é conta de demanda infinita. A demanda real nunca é essa. Especialmente em postos de estrada…

Tira dessa conta as pessoas que não estão em viagem, e a demanda cai ainda mais.

Mas a galera só carrega até 100% justamente pela pouca oferta de pontos de recarga. Se tivesse mais pontos, seria bem mais simples carregar até 80-90% e seguir viagem sem medo.

Você está pensando que todos esses problemas seriam resolvidos HOJE. É um processo gradual, incremental, que tende a acompanhar a demanda.

Tu acha que postos de combustíveis brotaram pelo país todo lá em 1900? Tu acha que ninguém, lá em 1900, disse algo como “Nunca vai ter posto pra abastecer automóvel a gasolina. A gente não consegue nem escoar o café até o porto de Santos direito”?

Se for tentar resolver os problemas do futuro com os recursos de hoje, a gente sempre vai chegar à conclusão de que não dá pra resolver. Se brotarem 10000 eletropostos, do dia pra noite, eles vão ficar ociosos hoje, assim como 10000 postos teriam ficado ociosos em 1900…

Imagina se 5%(não são nem 0,1% hoje) dos carros forem 100% elétricos em 1 ano, no ritmo que vai como vai ser se em janeiro se formava fila de 3 a 4 carros nos carregadores…

Problema que a física de hoje é a física do futuro pois não muda. Não consigo imaginar como será para suprir a demanda…

Aliás imagino, baterias maiores com menos paradas para recarga, como disse, 600km de autonomia já resolve grande parte dos problemas, com 1000km praticamente resolve.

Acho que tu não leu, se leu, não entendeu.

Não disse que a física vai mudar, assim como não mudou desde 1900. O que eu disse é que infraestrutura se amplia, assim como se ampliou pra distribuir combustível para o Brasil inteiro.

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Quantas vezes por mês você mesmo vai num posto de recarga rápida?
Alias daria ate de fazer um enquete aqui no grupo.
Carros elétricos precisam de “postos” na ordem de 1 pra 10 se comparado com carros a gasolina.
A grande maioria das pessoas carregam em casa e só usam carregadores rápidos em viagens e emergências. Por isso que não faz sentido consumir recursos para ter uma bateria de 1000 Km em um carro. Não faz sentido economicamente nem pra fabrica nem pro cliente. A maioria não viaja toda semana e quando viaja, quem vai rodar 10 horas sem parar para nada? Não é so o carro que precisa de recarga, mas as pessoas tbm.
Agora 500 Km sim, seria uma autonomia realmente válida.
E como o @dawtaylor falou, estrutura é consequência de demanda. Se o dono de um posto ver fila de carros elétricos no concorrente do outro lado da rua, ele se interessa em colocar um carregador rápido também, do mesmo jeito que há 10 anos atrás havia menos postos de gasolina do que existem hoje.

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@Driver nunca usei carregador rápido, não tenho nem app dessas empresas instalado no celular, e o único carregador que usei fora de casa foi o do Assai onde faço compras, qué é de graça (e até fica melhor localizado que as vagas de deficientes e idosos).

No meu humilde caso, se a bateria tivesse o dobro ou metade da capacidade não faria praticamente diferença.

Cada um tem suas necessidades e casos de uso, muito dificil nivelar isso.

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A fisica não muda, mas as soluções sim. A tendência é energia distribuída. Com a queda exponencial no preço das baterias e das placas fotovoltaicas, vai ficar cada vez mais viável implantar carregadores com energia fornecida por placas fotovoltaicas e armazenamento em baterias, principalmente em rodovias onde o espaço para colocar as placas é amplo.

Aqui em Louveira é um exemplo, tem um eletroposto com vários carregadores rápidos e uma fazenda de placas fotovoltaicas ao lado… Só faltam baterias baratas para uma solução off grid completa.

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Concordo que se amplia, o problema é que no BR tudo é mais difícil… Mas essa obviamente é a minha visão do assunto. Quem vai definir será o mercado.

Exatamente o que penso, placa pra carregar uma bateria estacionária de sal que por sua vez entra em ação na alta demanda do eletroposto, ou mesmo pra equalizar a tensão da rede.

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Creio que casos como o seu são poucos, realidade da maioria das pessoas é o mesmo carro pra cidade e viajar, eu mesmo fiz poa/sp/santos/poa. Foram 2800km no meu dolphin plus e se ele rodasse 600km na mesma carga ficaria perfeito, seriam no máximo 2 paradas em vez das 5 que fiz em cada trecho.

Por mais que a família ou eu mesmo precisasse de descanso, comer ou banheiro, 3 paradas seriam suficientes.

Não cheguei a pegar fila nenhuma vez, foi bem tranquilo.

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Com baterias baratas e com muita capacidade torna possível ter eletropostos que carregam os carros em 5 minutos, aliados a baterias que carreguem em 10C nos carros. Basta no eletroposto ter uma bateria, que fique se carregando da rede numa potência que a rede suporte, e que despeje energia rapidamente pra o carro quando ele chegar.

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Concordo plenamente, as baterias de sal podem fazer esse trabalho. O combo painel solar + bateria estacionária + carregador é perfeito para aqueles lugares que tem espaço mas não tem infra. Durante o dia painel mais rede pra dar conta, a noite só a rede já dá. Se um eletroposto de 150kw se gasta 500.000 imagina um sistrminha desse nos dias de hoje.

Temos muito caminho a percorrer ainda.

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Um carregador desses de 1Mw deve ser mais de milhão, aí talvez o preço de uma grande bateria não seja tão significante. Aí seria somente para quem quer uma recarga de 5 minutos mesmo, numa via de grande circulação como uma rodovia entre Rio e São Paulo, e cobrando o preço disso.

Eu acredito que os carregadores de 150 são tão mais caros que os de 60 por conta da velocidade de transformação de CA para CC. Num desses carregadores de 1M, a velocidade de transformação não é de 1M, mas sim a capacidade que a infra da companhia elétrica consegue disponibilizar, pois ela vai convertendo aos poucos e armazenando na bateria estacionária do carregador. Durante o carregamento da bateria do carro, não vai existir conversão mais, então o maior custo desse carregador é sim a bateria estacionária…

Não é bateria para carro, mas é uma tecnologia muito interessante.

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Pesquisa interessante, mas de onde tiraram dados como SoH de mais de 20.000 VEs, sabendo inclusive frequência e potência de carregamento de cada um deles? Hummm :thinking:

Salvo engano essa empresa é especializada em gestão de frotas. Talvez tenha até algum sistema de telemetria integrado.

No começo até coloquei na rota semanal para recarregar lá, mas entre as filas de motoristas de app e carregadores danificados, perdeu o sentido que mesmo passando na frente do Assaí passei a voltar a fazer compras nos concorrentes Giga / Maxi. Demorei 6 meses para instalar o wallbox, e fiquei no carregador portátil do que ficar tentando usar no Assai..

Meu Dolphin GS dura uns 5 dias trabalhando, em viagens dá ansiedade nas poucas opções que temos que podem estar com problemas para entregar ate 40kW…

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