Aí Gilson, que tal qdo completar os 400 k, doar p carro ao seu Helio?
Mais do que merecido. E o carro ja se pagou ha tempos né? Fica a ideia, caso a BYD, nao de um a ele. Kkkk
off topic: O Gilson fez uma harmonização facial medonha! quando apareceu no video eu pensei que ele tinha colocado um daqueles filtros que alteram o rosto, depois vi que era ele mesmo!! kkk
Eu não queria comentar, mas depois que li seu comentário deu ruim. Realmente deu ruim na cara dele hahaha.
Vale observar que a maioria aqui, provavelmente nunca vai chegar nessa quilometragem. Tenho um Honda Fit 2004 com 220 mil km. E esse “Dolphin do Teto Amarelo” foi usado na pior condição possível. Motorista de aplicativo, descarregando todo dia quase totalmente, carregando a 100% usando carregador rápido DC!
Sim, esse Dolphin aí é a prova de fogo da BYD no Brasil. Tá certo que o asfalto no plano piloto de Brasília é acima da média em relação ao restante do país. Mas mesmo assim, é uma excelente prova da qualidade construtiva do carro, e da robustez da bateria.
Não acredito que os pneus originais duram 120.000 km. É quase impossível. Qual a média de duração dos pneus novos de vocês? Duvido que alguém tenha conseguido rodar tanto com os pneus do Dolphin.
É uma cidade plana, com vias de excelente qualidade (não como o solo lunar do resto do Brasil), um motorista que claramente dirige de forma prudente e sem excessos de velocidade. Não acho que seja tão difícil assim, ainda mais com o GS que não tem lá tanta potência…
Os pneus originais do meu D+ duraram 22k, mas aqui é completamente o oposto. Cidade montanhosa, quando não to subindo eu to descendo, não existe trecho plano. Não sou do tipo que anda feito retardado, mas confesso que no começo eu abusei um pouco nas acelerações.
Enfim, eu não diria que os pneus duram 120km, diria que os pneus dele duraram 120k.
Não duvido da veracidade, pois tive um carro combustão com pneus Michelin e duraram 80mil km e usando de forma nada conservadora. Já no meu D+ estão em final de vida com 25mil km, utilizei no modo mais gastador possível, andando em grande parte no modo normal e Sport e sem foco nenhum em economia de consumo.
Gostei muito da sua última frase, faz muito mais sentido para mim! ![]()
Meus pneus originais duraram cerca de 20 mil km, mas, sinceramente, eu era igual ao @velsharoon e não prestava atenção neles de jeito nenhum. Provavelmente abusei da pressão e do rodízio dos pneus, para ser honesto. No entanto, ainda estou achando difícil acreditar que 120.000 km seja possível. Sou de Frankfurt, Alemanha, e nossas estradas geralmente são muito boas, mas mesmo aqui, os Dolphins geralmente não duram mais de 40-50 mil km antes da borracha acabar. Claro, depende muito do estilo de direção e do rodízio dos pneus, etc. De qualquer forma, não me preocupo muito com os custos dos pneus, eu estava apenas curioso sobre a alta quilometragem que eles mencionaram naquele vídeo.
A dureza aí é que se pegar uma Autobahn de vez em quando o pneu vai pro vinagre mesmo. (HAHA). Acho que os Dolphins aí são mais potentes que o GS daqui também, não? Não lembro onde eu vi que o Dolphin básico por aí tem a motorização do Plus e perde alguns itens de conforto/assistências.
Insisto que ali temos um cenário ideal, tiozinho, andando devagar, com pista boa e plana, e provavelmente 99,99% de uso em cidade.
Eu também não me preocupo não. Claro que não quero trocar de pneus a cada 20k, meus carros anteriores duravam na ordem de 40-50k por baixo. Mas nunca foram carros com a potência do D+.
Eu divido meu tempo entre o Brasil e a Alemanha. ![]()
Como eu dirijo um Dolphin no Brasil, eu entendo perfeitamente a dificuldade de lidar com estradas esburacadas, assim como vocês!
A Alemanha é uma experiência completamente diferente, especialmente na Autobahn, onde, acreditem ou não, muitos trechos ainda não têm limite de velocidade! (Embora sempre se fale em mudar isso, então quem sabe o que o futuro reserva).
Com certeza existem algumas diferenças entre ter um Dolphin na Alemanha e no Brasil.
Segue o resumo:
A maior diferença é o preço, sem sombra de dúvidas. Se você considerar o poder de compra do Real em relação ao Euro, e usar o salário mínimo como referência, você precisaria de cerca de 12 meses de salário para comprar um Dolphin na Alemanha. No Brasil? Uns incríveis 100 meses! Basicamente, 10 vezes o custo. É claro, se você apenas converter R$ para Euro, o preço parece comparável, em torno de €18.000 pelo modelo básico.
Mas os preços no Brasil são absurdos!
Essa conta de diferença de poder compra vale para quase todos os produtos.
Outro dia fiz a conta da Heineken de 250ml. Na Espanha, que não tem um salário mínimo muito alto comparado a outros países europeus, dá para comprar 2.000 garrafas de 25cl (250ml). Aqui um salário dá para comprar cerca de 250 garrafas.
Concordo plenamente! Conheço e vivo parte do tempo no Brasil há mais de 15 anos e sempre digo para as pessoas que não dá para simplesmente usar a taxa de câmbio. Se você só converter Euro para R$, acaba achando que a diferença não é tão grande, mas o problema é que o R$ praticamente não tem valor internacionalmente, enquanto quase tudo é precificado em moedas como o US$ ou o Euro.
Por outro lado, o pessoal sempre comete o mesmo erro ao contrário. Por exemplo, me dizem coisas como “Se eu trabalhasse como garçom na Alemanha, ganharia 2000 Euros por mês. Eles ganham muuuuito dinheiro, isso dá R$12.000!” Só que não percebem que você gasta na Alemanha 20 Euros num almoço simples, o mesmo que gastaria R$20,00 no Brasil.
Geralmente explico que basta substituir o símbolo da moeda para ter uma ideia mais realista de como é viver em outro país. Isso funciona para a maioria dos países com um número similar de dígitos, pelo menos, tipo US$, Euro ou R$, mas obviamente não para o Yen, etc.
Em outras palavras, se você tem uma renda de 2000 Euros na Alemanha, você é um trabalhador de baixa renda, sem dinheiro sobrando para nada. Além disso, tem uns 50% de imposto de renda (mais ou menos) para solteiros sem filhos.
De qualquer forma, o Brasil é um lugar brutal e maravilhoso ao mesmo tempo. Daria para escrever livros sobre isso, mas acho que estaria fugindo um pouco do tema do fórum ![]()
Sim… eu poderia mudar para Espanha caso quisesse (cogitei várias vezes), mas o imposto é bizarramente alto. Como exemplo, um autônomo que fatura 15 mil euros sobram cerca de 5 mil, o resto são impostos. Mesmo com os diversos problemas, fico no Brasil.
Também encerro por aqui, antes que leve uma bronca (merecida) por estar fora do tópico ![]()
Pessoalmente não acredito que o governo recolha quase 70% do ganho de um trabalhador autônomo na Espanha. Como não entendo disso, perguntei a uma AI e ela me disse que sobrariam 10.500 EUR.
Você tem certeza dessa informação? A AI até listou os impostos, mas ela pode estar errada. Mas a minha principal questão é que essa taxa seria fora do razoável.
Então, são tantos impostos que até a IA se atrapalha ![]()
Seguem os cálculos:
Valor de exemplo de faturamento: 15.000€
Primeiro, tem que retirar o IVA (imposto sobre a venda) de 21%, o que dá 11.850€. Sobre esse valor, tem a cotização obrigatória para a previdência social. O valor mínimo de contribuição são 607€ e o maximo 1. 606€ para esse faturamento. O valor mínimo garante uma aposentadoria muito baixa, enquanto a contribuição mais alta dá direito a uma aposentadoria um pouco melhor. Portanto esse valor fica a critério do autônomo. Vou fazer os calculos com os dois valores:
Contribuindo com 607€: Daria 11.243€. A alíquota de IRPF na Comunidade Valenciana é de 50% para esse valor, resultando em um líquido de 5.621,50€.
Contribuindo com 1606€: são 10.244€, ou 5.122,00 mensais líquidos.
Eu já estava de mala pronta para mudar, quando resolvi conversar antes com um contador de lá. Depois que ele me mostrou as contas com meus valores, abortei a missão na hora…
Eu tava na mesma. Estavam com um programa de incentivo pra profissionais de TI que trabalham remotamente pra outros países. Mas fui ver quanto teria que desembolsar de imposto e foi bizarro. No meu caso ficava um pouco menos, mas ainda assim alto pra cacete, na casa dos 45-50%, salvo engano.
Desculpe prolongar a conversa offtopic, mas acho importante até porque você desistiu da imigração por esse motivo. Talvez a minha insistência mude sua decisão…
O que imediatamente chamou a minha atenção foi IR de 50% com zero progressividade. Um caso desse geraria índices absurdos de sonegação imediata. Acho que esse contador deve ser xenofóbico e queria impedir sua imigração. Recomendaria uma segunda opinião.
Com como disse, não entendo disso, então joguei no AI.
Segue a resposta resumida. Acho que o principal problema é na progressividade do IR. E achei importante que o autônomo pode abater o IVA de suas compras.
O texto fornecido contém vários erros sobre o sistema fiscal espanhol. Se um autônomo seguisse essa lógica, teria uma visão completamente distorcida (e muito mais pessimista) da sua realidade financeira.
Aqui está a análise detalhada dos erros:
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O erro sobre o IVA (Imposto sobre Valor Agregado)
O texto diz: Que o IVA de 21% deve ser retirado do faturamento de 15.000€.
Correção: O IVA não é um custo para o profissional, mas um imposto que ele apenas “guarda” para o Estado. Se você fatura 15.000€ líquidos de IVA, o cliente pagou 18.150€ (15.000 + 21%). Se os 15.000€ já incluem o IVA, o cálculo de “retirar 21%” está matematicamente errado (o correto seria dividir por 1,21, o que daria 12.396€, e não 11.850€). Além disso, o autônomo abate o IVA das suas compras, pagando ao Estado apenas a diferença. -
O erro sobre a Alíquota de IRPF (Imposto de Renda)
O texto diz: “A alíquota de IRPF na Comunidade Valenciana é de 50% para esse valor”.
Correção: Este é o erro mais grave do texto.
Progressividade: O IRPF é progressivo. Ninguém na Espanha paga 50% sobre o valor total, muito menos quem ganha 15.000€ por ano.
Isenção: Como mencionado na resposta anterior, existe um mínimo pessoal de 5.550€ que é isento de imposto.
Realidade: Para um faturamento de 15.000€, após descontar a previdência, a alíquota efetiva de IRPF será próxima de 0% a 5%, e não 50%. A alíquota de 50% só existe na Espanha para rendimentos que superam os 300.000€ anuais (e apenas sobre a parte que excede esse valor).
Vamos lá no off topic. Agradeço pela preocupação, mas vale destacar alguns pontos:
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Sobre IVA, é só semântica se o autônomo desconta ou “guarda” o imposto. São descontados 21% do faturamento, pura e simplesmente.
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IRPF: No exemplo o faturamento mensal de 15000 euros, líquidos dá mais de 10 mil euros, ou mais de 120 mil euros por ano. Portanto sim, são 50% de imposto para esse faturamento (não 300 mil como sua IA disse). Esse foi um exemplo extremo para mostrar a bizarrice dos impostos por lá. Mas mesmo com valores mais reais para meu caso, os impostos ficaram altos. Sua IA está errada aqui também, são 18,5% de alíquota minima e não 5%. Quando se compara com o Brasil que tem alíquota zero de IR para transferir de PJ para PF e temos o Simples no lugar do IVA, a diferença da carga tributária fica evidente e pesa bastante.
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Trabalho remotamente com receita em Reais e pagaria os impostos na Espanha ao transferir esses recebimentos para lá. Eu tenho cidadania espanhola, então não foi um caso de xenofobia com imigrante, foi para evitar mais gastos quando entendi os detalhes.
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Ah, tem um complicador adicional. Quando a pessoa vira residente fiscal na Espanha, automaticamente qualquer renda global passa a incidir imposto na Espanha. Não dá por exemplo para ser autônomo/empresário no Brasil e viver lá mandando “só um dinheirinho” para reduzir o IR. O que eu recebesse aqui (ou de qualquer lugar do mundo) pagaria imposto lá na Espanha. Países e sua gula por impostos…


