EREV - você ainda vai ter um?

Com a atual densidade de carga de 150Wh/kg, essa bateriazinha “portátil” de apenas 10kWh teria apenas uns 70kg… ou seja, o peso de mais um passageiro, para apenas uns 80km a mais de autonomia.

Por isso que acho que seria algo pra serviço de socorro. Não faria muito sentido perder porta malas em uma viagem, que é justamente quando vc leva mais coisas na mala, pra ter um caixote pesado de bateria. Já um serviço de apoio trazendo essa bateria pra te ajudar a chegar num ponto de recarga resolveria o problema de pane seca sem precisar passar o trabalho todo de colocar o carro em cima do guincho.

A proposta de elétrico parece melhor que híbrido, pois os híbridos tem 2 motorizações, mais a integração entre as duas. Algo ótimo quando novo, mas creio que fica muito complicada a manutenção à medida em que envelhece.

Só que o EREV nem sempre é tratado como um híbrido, mas muitas vezes como um elétrico com extensor de autonomia. Se o extensor de autonomia for algo bem simples, pode não ser ruim.

Imagine um pequeno e leve gerador de 5kW (dá uns 7hp), pesando menos de 50Kg já com uns 10L de gasolina, instalado opcionalmente no volume vazio do compartimento dianteiro. Até o Dolphin Mini, pequeno como é, tem espaço sobrando no compartimento do motor e abaixo do porta-malas (onde bem que podia vir um estepe).

Com um desses, se vamos na estrada com um Dolphin Mini, fazemos uns 250km em umas 3h, tempo em que o gerador já nos deu 15kWh, que dá para mais uns 120km, que vão ser usados em mais 1h, gerando outros 5kWh, que vão nos dar mais uns 40km. No final das contas, deve dar pra rodar pelo menos uns 400km sem parar. Aí quem vai precisar parar não é o carro, sou eu… E quando parar, se não tiver carregador, deixa ligado, carregando mais.

Se for um equipamento que possa ser encaixado e desencaixado, plug-and-play, ainda dá até pra nem ter, apenas alugar quando for precisar. Com um desses dá pra ir quase a qualquer parte, nem que tenha de deixar o gerador ligado à noite só para carregar o carro enquanto dorme se não tiver tomada no local.

E tem mais, tomando por base a atual densidade energética de nossas baterias, da ordem de 150Wh/kg, cada kWh dá quase 7kg de bateria. Se os 50kg adicionais de um gerador forem muito para o carro, só reduzir a bateria de 38kWh para 30kWh, que ganha mais de 50kg e ainda deixa a bateria mais barata. A autonomia, claro, cai, dos 280km (Inmetro), para uns 230km, mas continua nos atendendo no dia-a-dia e quando precisar viajar tem e opção do extensor.

Claro que há as dificuldades… um gerador de 5kW não é tão compacto, nem leve assim; fazer um que caiba no compartimento dianteiro não será tão fácil. Há outras questões sobre dinâmica do carro com este peso adicional na frente, dissipação de calor, bem como segurança em colisões. Além, é claro, de ajustes para que a recarga do gerador possa ser feita com o veículo em marcha. Talvez a resposta a estas questões acabem levando mais tempo para chegar que baterias de maior capacidade, que resolvam o problema.

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