Medir saúde da bateria

Entendi @dawtaylor acho que é por aí mesmo. Em todo caso fiquei surpreso a concessionária dizer que não consegue ter a informação da saúde da bateria.

@Roluber concordo contigo, mas no celular a gente consegue ver a saúde da bateria pelo próprio aparelho. =) Sem contar que é um dispositivo bem mais barato ehheeh

Já reportei aqui que uma vez o “mecânico” da CSS estava passando o scanner e relatou um evento de bateria zero ocorrido antes da compra, deve ter ocorrido no pátio ou no navio. Acredito que muitos, quiçá a maioria, tenham passado por isso, sem saber.

E daí? Em nada afetou minha vida, e confesso que nunca me meti a medir o SoH, 50% por preguiça e 50% por não querer me ‘escravizar’ a mais um número.

Se a bateria perdeu 5%, 10% , compensa-se carregando um pouco mais frequente, se fizer viagem longa não vai fazer diferença. E a perda nunca é tão grande, senão já teríamos casos reportados aqui.

Meu conselho: desencana e seja feliz mano!

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Esse cara trabalha há muito tempo com baterias, vale a pena assistir o vídeo. Pra quem não tem paciência, destaco alguns pontos:

  • A bateria do carro elétrico é feita para durar, carregue do jeito que quiser.

  • Ele fala que, quem quiser, pode manter a carga entre 30 e 80%, mas o ganho é minimo. Ele estima que a bateria da BYD deve durar 20 anos.

  • Os medidores de “saúde” da bateria não funcionam. Se quiser ter uma noção, pode verificar quanto o carro roda com uma carga.

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Muito obrigado pelas respostas pessoal. Fiquei mais desencanado sim hehehee

Valeu!

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@pasemes é bem isto, quando abri este tópico tinha bastante preocupação exatamente como você está tendo agora, comprei o Dolphin Plus no meio de 2024 e ele foi fabricado em 2023, fiquei tranquilo quando peguei e vi que foi fabricado em dezembro de 2023, ou seja, não ficou um ano parado como eu imaginava em um pior cenário, mas acompanhando o fórum aqui vi que isso não tem importância.
No começo você fica bem preocupado se esta dirigindo da forma correta, qual o melhor modo entre eco/normal/sport, se usa a regeneração standard/high, se esta carregando da forma correta, etc (minha primeira carga rápida deu até um aperto no coração!! kkk), mas depois você desencana e ai começa a curtir o carro de verdade! (nem lembro quando foi a ultima vez que zerei os dados de energia e quilometragem para ver qnto esta fazendo com uma carga completa! rsrs)
Já rodei 23 mil km e o que me tranquiliza são os vídeos de pessoas fazendo a revisão de 180 mil km, 200 mil km e elogiando o carro e não reclamando de perda de autonomia!
Hoje ainda acompanho a saúde da bateria a cada 6 meses quando faço a calibração, mais por curiosidade do que por preocupação (e tb pq comprei o OBD2 e quero fazer valer o valor investido! rsrs)
A ultima calibração foi a exatamente 1 mês atras e esta mostrando um SOH de 99, mas como o pessoal comentou este numero pode não ser realístico

Se entendi bem, aos 19m:30s do vídeo ele defende que as medidas de saúde apresentadas no computador do veículo e lidas na interface OBD2 são meros resultados de uma equação que apenas leva em conta ciclos de carga e idade da bateria.
Nesse ponto tendo a discordar dele por algumas razões.
1- As medidas de battery health dos proprietários tem variado bastante e de forma pouco correlata à quilometragem ou idade do veículo. Há relatos de mudanças abruptas no battery health % após cargas de calibragem.
2- Carros equipados com baterias LFP medem com precisão a amperagem de entrada e saída. Então seria bem razoável usar essas medições para se estimar quantos KWh a bateria ainda pode armazenar.

Enfim, não sei como o computador da BYD faz essa conta, mas nesse ponto acredito que o autor do vídeo afirmou categoricamente algo que não domine.
Eu também não sei como o medida de saúde da bateria seja calculada, apenas aponto que a afirmação dele não é suportada pelas observações nesse fórum.
Porém, concordo com a posição de não dar tanta atenção a isso. Pessoalmente tenho zero interesse em saber esse valor. Se a autonomia cair a ponto de ser perceptível, por definição, eu vou notar. :slight_smile:

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Mais ou menos… o software tem que integrar as leituras, e isso vai acumulando erros. Mesmo que ele tenha uma precisão de 0,1% na leitura, nos diversos ciclos de carga/descarga/aceleração/regeneração esse erro aumenta consideravelmente.

Basta ver que após o procedimento de calibração, esse sim mais preciso, a “saúde”" chega a variar mais de 5% conforme relatos aqui do fórum. Imagino que o software tenha um algoritmo misto, considera a quilometragem de uso e as leituras para estimar. Mas é só mais um palpite. De qualquer forma, não é nada preciso, nesse ponto ele acertou.

O cara do vídeo desmonta os packs de bateria e faz a medição de capacidade celula a celula para vender depois. Ele tem um conhecimento prático bem grande, mas pode cometer uns erros, talvez carros mais antigos sejam da forma que ele falou, mas a tecnologia muda muito rápido.

Suponho que algumas baterias vão entrar no mercado em breve. :joy:

Carreta carregada com carros da BYD tomba em SC Carreta carregada com carros da BYD tomba em SC

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@Roluber lembro quando tombou um caminhão de Yakult perto de casa. Tomamos Yakult mais de um mês :face_savoring_food:

A leitura da amperagem de entrada e saída é instantânea e não há erro incremental acumulado nessa medição. Caso houvesse, o valor de KW instantâneo que aparece no painel de um carro com alta quilometragem ficaria completamente errado. Leia a frase e verá que é disso que me refiro.
Mais um esclarecimento: quando digo que o carro mede “com precisão”, obviamente estou me referindo “precisão suficiente para o objetivo”, pois não há precisão absoluta, ou seja, não existe uma medição com absolutamente nenhum erro.

Então, ao me referir à medição instantânea (exatamente como escrito), minha frase está correta, não está mais ou menos correta como você sugere, sorry.

Suponho que você esteja se referindo à estimativa de carga restante da bateria que o carro calcula quando escreve “integrar as leituras”. Nesse caso, realmente esse problema ocorre. Esse é o princípio da propagação de erros ou acumulação de incertezas.

Mas, discordo quando você diz:

Não vou afirmar categoricamente que você está errado, até porque está dúbio se você inclui cargas completas quando você cita “ciclos”. Vou apenas externar minha opinião discordante abaixo.

Mesmo com essa propagação de erro das medições instantâneas, o software do carro tem pontos de controle onde ele pode eliminar esse acúmulo de erro na estimativa de carga restante da bateria que aparece ao condutor.
Abaixo eu explico como eu suponho que o software do carro funcione nas questões de estimativa de carga restante e saúde da bateria:
1- O carro sai da fábrica a informação de carga inicial máxima da bateria. No meu caso, Dolphin GS, 44,9kWh.
2- Quando o carro carrega até 100%, a bateria apresenta um pico de voltagem. Nesse ponto, o software considera que a carga restante da bateria seja 44,9kWh.
3- Ao andar com o carro, a medição de amperagem instantânea vai subtraindo a saída de energia pela aceleração e somando a entrada de energia pela regeneração. O resultado desse cálculo vai sendo mostrado no painel no medidor de carga restante. Nesse ponto, realmente está acontecendo a propagação dos pequenos erros de medição de amperagem que refletem na estimativa de carga restante da bateria. Então, com o tempo, o medidor de carga restante (não o de amperagem instantânea) vai se tornanco cada vez mais impreciso.
4- Porém, opino que esse erro não se propaga entre ciclos de carga completa. Ao realizar uma carga completa, o software agora passa a supor que a bateria está novamente com 44,9kWh. A propagação dos erros da medição de amperagem instantânea é eliminada, pois essa informação de carga máxima em nada depende dos cálculos intermediários no uso do carro, mas sim do pico de voltagem quando a bateria não mais suporta carga adicional.
Suponho que seja justamente devido a essa propagação de erro que a BYD orienta no manual que os proprietários carreguem o carro até 100% toda semana. Se voce passar muito tempo sem essa carga que “zera” a propagação de erro, seu indicador de carga restante ficará muito impreciso.
5- Porém, sabemos que a bateria não terá 44,9kWh para sempre, ela sofre degradação. O software precisa ajustar esse número de capacidade máxima da bateria com o tempo. Suponho que seja por isso que a BYD orienta que os proprietários calibrem a bateria a cada 6 meses. O procedimento de fazer uma descarga profunda seguida de uma carga lenta parece o ideal para o software calcular quantos kWh essa bateria ainda consegue armazenar. É como esvaziar um balde e encher lentamente contando quanta água é capaz de entrar sem “derramar” (pico de voltagem). Suponho que a orientação da carga lenta seja motivada pela precisão maior do medidor de amperes em cargas mais lentas. Com essa informação, o software pode calcular quantos % a bateria ainda consegue armazenar de carga. Quando essa nova informação é comparada com a capacidade inicial, temos o battery health.

Eu acho que o software também faz ajustes pontuais no battery health constantemente, mesmo antes da “calibração”, pois o battery health altera mesmo sem o processo de calibração “formal”.

Enfim, está aí a versão longa do que eu queria dizer ao afirmar “Então seria bem razoável usar essas medições para se estimar quantos KWh a bateria ainda pode armazenar.”.

E por isso opino que o autor do vídeo está completamente errado ao dizer que o battery health é uma equação de ciclos e idade da bateria.

Pensei nisso tbm e lembrei de um vídeo recente que vi e que pode trazer um bom uso para quem mora em casa:

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Aqui você misturou banana com chuchu. Misturou erro acumulativo para efeito de calculo da capacidade da bateria (meu ponto ao dizer o “mais ou menos”) com erro na leitura instantânea.

Voilà

Ciclo de carga completa (pelo menos de 10 a 100%), é a calibração do BMS (que eu também disse que é mais preciso para medir a capacidade).

Carga parcial acumula erro, descarga parcial acumula erro, aceleração acumula erro, regeneração acumula erro. Todas essas situações acumulam erro para efeito de medição da capacidade atual da bateria devido a integração da corrente ao decorrer do tempo.

Concordo. Eu também disse que ele está errado ao afirmar que o software estima a capacidade pelo tempo de uso.

Enfim, falou, falou e disse a mesma coisa que eu coloquei, não entendi muito bem seu post.

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A grande questão além da gente ter comprado um carro sem saber a saúde da bateria, é saber se realmente essa bateria foi tratada de forma correta pra ficar meses ali parada sem carga nem descarga, mesmo deixando ela entre 40 e 60% pra preservar a saúde, existe sim uma degradação natural mesmo ela parada, lembrando que ali dentro tem componentes quimicos e elementos que oxidam com o tempo (mesmo parado !) eles tem sim esses dados, só que é um assunto polemico pois nem sempre a gente vai comprar um carro achando que ele vai chegar com 100%, o meu mesmo zero km estava com 97,44% de SOH, e ele só atualiza quando vc da uma descarga profunda, tem casos dela subir também, mas infelizmente é aceitar isso, eu não acho que mude a autonomia do carro ja que isso é apenas um calculo, tem margem de erro.

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