Lendo o parecer em si que entrou em consulta pública, está escrito que só são permitimos os modos de carregamento 3 (wallbox AC) ou 4 (carregamento DC), ou seja, não é permitido carregador portátil, que é modo 2.
Pelo que entendi entrou em consulta pública por 30 dias e após isso será publicado no diário oficial do estado e aí estará valendo…
Muito mais coerente que o da Ligabom. Acho que além das identificações visuais, o que é mais diferente de uma instalação padrão até agora é um ponto de desligamento geral dos carregadores por pavimento de garagem a até 5 metros de distância da entrada do prédio ou do acesso à escada daquele pavimento. Mas é algo viável de se fazer.
Eu entendi que o texto se refere às tomadas que já existem hoje nas garagens, e que não têm os dispositivos de proteção (IDR, etc.) preconizados pela NBR e usados com os wallboxes.
Acredito que se fizer as proteções da NBR junto à tomada, você poderá usar o carregador portátil.
Você está falando do texto da reportagem ou do PDF publicado na consulta pública?
No arquivo, para mim, está 100% claro que não é permitido Modo 2. E de acordo com as normas, carregador portátil é modo 2, não me lembro de haver nada na norma que faça um carregador portátil ser considerado modo 3, por estar conectado nas demais proteções.
O meu entendimento foi daquele extrato de texto, não tinha lido o PDF, agora li (segue o link, acho que não foi publicado aqui e o da reportagem leva a outro lugar: http://cbaplang.corpodebombeiros.sp.gov.br/Midias/638986232326891879.pdf), ok Modo 2 não pode. Você vê o racional por trás dessa decisão?
O único “racional” que vejo nessa decisão é que o wallbox, em teoria, não é algo que qualquer um vai chegar e plugar sem as devidas proteções. Um Zé mané pode simplesmente olhar para uma tomada de 10a, botar um adaptador de 20a e socar 16-20a em uma tomada preparada pra 10a. O wallbox acaba sendo algo que se pode inspecionar e validar a instalação quanto aos requisitos.
A minha visão sobre o racional é similar ao que o @dawtaylor colocou. Em todas as discussões sobre o tema que ocorreram, o básico dos argumentos sempre foi garantir uma instalação correta e segura.
E o que o corpo de bombeiros de SP está fazendo é basicamente exigir que sejam cumpridas as normas de instalação vigentes. E para garantir isso, tem que exigir que o instalador seja capacitado e emita ART da instalação. Para ser emitida uma ART de ponta a ponta (do quadro elétrico até o plugue no carro) é necessário que os equipamentos sejam fixos. Pq o que garante pro cara que emitiu a ART só até o quadro de proteção, que depois alguém não veio com um carregador qualquer, estragado, plugou lá e botou fogo em tudo?
Lembrem-se do caso do Dolphin que pegou fogo recentemente, que na verdade foi o carregador. Lógico que lá era um monte de cagada do cara, mas o que as pessoas podem fazer de cagada que o instalador que assinou a ART não sabe?
E aí os bombeiros vão pra cima do cara e ele só certificou a ART até o quadro de proteção. De quem a é culpa técnica?
É só a gente ver algumas das perguntas aqui no fórum de gente fazendo instalação por conta própria sem o mínimo de conhecimento, juntando um monte de informação da internet e achando que já domina o assunto. Perigoso…
Então eu entendo o corpo de bombeiros nessa, acho sensato e justo. Instalador garante toda a instalação, inclusive que o Wallbox tbm é de boa qualidade. Assim minimiza o risco pra todo mundo.
E só de não estarem considerando os Sprinklers que a Ligabom recomendou, vejo que tentaram seguir uma direção melhor de que o ideal é facilitar a instalação correta dos equipamentos, minimizando a quantidade de pessoas que precisam fazer gambiarra porque não é fácil fazer o certo.
Do meu ponto de vista esse argumento de que não tem como saber o que a pessoa vai ligar não faz muito sentido. Se você projeta/assina um negócio, você coloca proteções que “impedem” de funcionar acima do limite que foi especificado. Se alguém configurar o portatil em 32A em uma tomada de 10/20A as proteções tem que dar conta de desarmar… é pra isso que elas foram instaladas(considerando que foram feitas corretamente).
Parece similar a proibir de ter tomada de 10A na cozinha porque ao inves de ligarem um liquidificador, resolveram ligar um forno elétrico na tomada.
Veja que não falei em ligar uma carga maior, mas sim um carregador defeituoso, não homologado ou outras possibilidades, assim como aconteceu no caso do Dolphin, que não foi a instalação em si que deu problema, foi o carregador largado dentro do carro que pegou fogo.
No seu exemplo, pensando no risco que o corpo de bombeiros tá querendo minimizar, o liquidificador e o forno elétrico seriam os carros, não os carregadores.
Eu concordo que não faz muito sentido. Mas eu diria que a “ideia” é justamente evitar que alguém use uma tomada que não foi planejada para recarga.
E sim, da na mesma da tomada de 10a pra forno elétrico. Com a diferença que, em um mundo ideal, ninguém iria dormir e deixaria o forno elétrico ligado.
Segundo o proprietário, o que iniciou o incêndio foi a tomada industrial. Mas ele disse que o carregador e a extensão sumiram misteriosamente, então jamais saberemos.
Wallbox defeituoso também pode acontecer do mesmo jeito que um portatil. Sobre não ser homologado aí já é outra história. O que você entende por homologado? Inmetro? Você considera os carregadores do aliexpress homologados?
Sim, eu entendo os riscos, e sei que a chance de dar merda é grande, porque a maioria das instalações não são bem feitas e nem preparadas pra recarregar os carros. Mas acho que proibir é uma medida muito drástica, e vai afetar todos, até quem fez/quer fazer as coisas da maneira certa.
Eu considero homologados os que tenham CE, no AliExpress vc encontra modelos com e modelos genéricos, sem nenhuma garantia de qualidade. Mas acho que em breve deverá evoluir para Inmetro sim.
Concordo quanto a poder existir wallbox com defeito, o ponto é que um Wallbox homologado (CE, pelo menos) está mais preparado para “se proteger” em caso de defeitos do que um genérico, inclusive se for wallbox, pq tbm existe.
O ponto é que ao exigir uma ART que vá incluir todo o equipamento, o instalador não vai colocar o dele na reta usando qualquer porcaria, ao menos essa é a intenção, pelo que eu entenda.
E o corpo de bombeiros não está proibindo o uso de carregadores portáteis de forma geral, nem tem poder para isso, eu imagino, essa normativa serve apenas para áreas internas de edificações, aka garagens cobertas.
Eu tbm tenho carregadores portáteis no porta malas dos meus dois carros e uso quando necessário. Mas de novo, como engenheiro elétrico, entendo perfeitamente a solicitação do corpo de bombeiros (de São Paulo, não da Ligabom e seus sprinklers, só pra reforçar) e acho que foram bem fair nas solicitações e isso trará finalmente a garantia de que seja possível instalar carregadores em condomínios, o que até hoje, por falta dessa instrução técnica, estava sendo barrado por muitos.
Alguém aqui já teve experiência com essas empresas que instalam a infra e cobram mensalidade ou spread no kW para manter o sistema?
Aqui no meu condomínio depois de pesquisar bastante não temos viabilidade técnica pra quem quiser instalar o carregador no seu relógio. O engenheiro elétrico sugeriu fazer um sistema compartilhado conectado ao relógio de serviço.
Pesquisei e achei algumas empresas aqui no Rio como a recar e a power2go. Alguém aqui já teve experiência com essas empresas?
Em São Paulo, a consulta pública para atualização da IT 41 terminou em 12/12. Tentei achar alguma informação da previsão para entrar em vigor, mas não consegui. Estou esperando isso sair para retomar aqui no meu condomínio os estudos para instalação nas vagas de quem se interessar.
Ele fez isso por razões econômicas (disse que não iria dar dinheiro do Estado para quem fabrica na Bahia), aparentemente ele se lixa pra questões ambientais.
Como essa decisão não tem impacto economico para o Estado, não vejo por que ele não iria assinar.
A BYD vira uma plataforma (sem lucro) onde o dono de um wallbox BYD determina horário em que outros donos de carro BYD podem carregar, com um preço pré-acertado entre as partes,.num tipo de ganha-ganha.
Só funciona entre donos de carro BYD via o app da BYD, então deixa de ser uma solução que um condomínio possa adotar, ficando mais para a livre-iniciativa de moradores.