Isso é LFP de uma tecnologia proprietária da Geely. Chama Geely Aegis. Ela tem 192 Wh/kg de densidade enquanto a BYD Blade tem 140-150 Wh/kg de sensidade e só chegar em 190 Wh/kg na Blade 2. Ou seja: essa Geely Aegis é bem moderna e prometem 1 milhão de KM mantendo a autonomia.
A Geely faz propaganda da robustes dessa bateria passando um tanque por cima:
Mostra o consumo por 100km e em relação ao consumido tem só o instantâneo, igual BYD.
Na direita ele mostra o consumo dos últimos 100 km… e na esquerda o consumo instantâneo igual BYD.
Os 8% que ele marca como outros eu acho que é multimidia, alto falante, bluetooth, etc.. Quando eu peguei o carro (primeiro print) e teve entrega técnica que ficamos olhando um monte de coisas esse item bateu 16%.
No LFP deve ser mais difícil mesmo.
Mas no EX5 a estimativa achei bem justa até… o problema que não estou entendendo não sei se é a estimativa.
O problema é que se olhar o consumo na cidade (kWh por 100 km) o carro deveria fazer 422 km na cidade… e se olhar o percentual de bateria (50%) ele faria tipo 360 km…
A estimativa de autonomia está próximo disso também… mas será se o consumo de 50% de bateria também está “errado”?
Eu estava achando que o problema era no kWh consumido…
Pode ser que o espaço de integração dos marcadores seja diferente. Por exemplo, o medidor de consumo considera apenas os últimos 25km e o de autonomia considera o total desde a última recarga. Veja se nos primeiros km após a recarga o consumo é apresentado com um valor coerente, mas acho que isso não faz muita diferença, pois para calcular o consumo, o sistema só precisa medir a potência consumida total e distância, e não a carga da bateria.
Outra possibilidade é algum cálculo estar errado mesmo. No meu carro a combustão, o medidor de consumo sempre marcar cerca de 1km/l a mais do que realmente faço (conferido no abastecimento), mas o medidor de autonomia restante é mais coerente, e se calculo o consumo usando ele e a estimativa de combustível no tanque, fica bem próximo do que obtenho no abastecimento.
Exatamente isso que alegaram nas apresentações, além do peso maior, também por conta dos equipamentos.
O mais importante: tem limpador traseiro, estepe e redinha do teto solar?
A bateria do Geely é de 60,18KW. Basicamente a mesma do D+. A potencia de 218 cv e torque de 32kg são bem próximos. O peso é próximo, mas o Geely pesa mais. Então esse carro ser mais econômico do que o D+ é meio difícil. Principalmente se for o top de linha que tem muito mais coisa “pendurada na tomada.”
Claro que temos motores de fabricantes diferentes, então tem sim marcas com motores mais eficientes e pode ser um fator que torne ele mais econômico, mas vai ser uma diferença marginal.
O comportamento que você descreveu é basicamente o mesmo que notei no meu plus desde o inicio quando quase me queimaram na fogueira aqui… Os 10% de carga quando vc está com a bateria cheia andam muito mais do que os 10% depois que bateria fica perto do fim.
Todo dia que vou pra Blumenau, faço esse exercício. Saio de casa com a bateria em 100% e quando rodei exatamente 40Km de distancia, a bateria está em 90%.
Já no dia que que saio com ela em 30% por exemplo, os mesmos 40Km rodados me deixam com apenas 18% a 17%. Ou seja, gasta de 2 a 3% mais bateria para rodar a mesma coisa no mesmo percurso no mesmo clima.
O jeito é fazer uma media ponderada disso tudo para chegar num numero mais realista.
Eu notei algo bem interessante sobre essa “autonomia de fim de carga” quando fiz a calibração da bateria.
Como eu fiquei 1 ano sem calibrar a bateria, ou seja, nunca tinha calibrado, quando fui fazer isso o BMS ficou doido quando baixou de 20%. Praticamente baixando 5-6% pra fazer um trecho que normalmente gasta próximo de 2%… mesmo mostrando precisamente o mesmo consumo ao desligar o carro.
Pra tirar a prova e entender se isso era normal, ou não, eu fiz uma nova calibração. Dessa vez não ficou tão louco, mas baixou mais rápido a porcentagem novamente.
Esse consumo menor no “início da carga” se deve à variação maior de tensão acima de 80%, assim o BMS consegue “medir” a carga, quando baixa disso ele começa a “contar” a carga, o que é menos preciso, aí quando baixa de 20% ele volta a “medir” a carga por variação de tensão.
A minha hipótese é que essa diferença vai se acumulando. Na minha última viagem eu rodei 116km até 75% (tem 20% medido e 5% contado), depois até 50% eu cheguei com 204km, e nos 25% eu cheguei com < 300km (algo na ordem de 285km).
Quando o BMS consegue “medir” a carga, ele vai dando essa porcentagem maior, depois que começa a “contar” a carga, ele deve começar a estimar pra baixo, por segurança. Ou talvez seja simplesmente imprecisão do mecanismo do contador mesmo.
Eu gostaria, de verdade, que a BYD implementasse um recurso de dados acumulados de viagem. Guardar distância percorrida e kWh consumidos já ajudaria demais pra quem, como eu, gosta de coletar e analisar dados.
Edit: um adendo sobre o contador. Dada a curva plana de voltagem das baterias LFP entre 20-80%, o BMS não tem como “medir” a carga pela diferença de voltagem, algo perfeitamente possível em baterias de NMC. Pra “contar” a carga nessa faixa o BMS usa a voltagem como referência, e começa considerar mais a corrente que passa de um lado pro outro e “acumula” essa carga/descarga.
Por que isso é menos preciso. Quando existe variação de voltagem, pode-se fazer uma leitura a qualquer momento e determinar a carga disponível, a medição anterior não tem influência sobre a medição atual. Por meio de acumuladores a coisa se complica porque não é possível observar 100% do tempo a corrente que está passando, a variação que acontece entre uma observação e outra, é impossível de se medir, mesmo fazendo isso milhares de vezes por segundo. É como se você estivesse observando algo se movendo e, ao piscar, o objeto estivesse em outra posição. A movimentação não é necessariamente linear, o objeto pode se mover 1cm durante uma piscada, mas na próxima ele se moveu 2cm, a questão é, ele acelerou logo que o olho se fechou, ou pouco antes de se abrir?
É basicamente o que eu havia comentado ha um bom tempo atras. O medidor de % da bateria faz uma conta imprecisa provavelmente fixando a tensão das celulas em algum valor X. Como a LFP tem uma tensão alta entre 100 e 80%, o carro faz muitos KMs “consumindo” so um pouquinho do % da carga. Mas quando a bateria está baixa, a tensão(voltagem) também diminui e com isso o carro precisa mandar mais corrente(amperes) pra compensar a diferença. Com isso, uma bateria LFP rodando a 80km/h gasta “menos” quando está em 100% do que quando está com 20% de carga livre. A nível de consumo do motor, é a mesma energia que está sendo utilizada, mas a conversão muda de fator na bateria.
Já foi dito isso antes, mas vou repetir, a carga consumida em kWh é a mesma indiferente da tensão. 10 kWh ainda são 10 kWh, independente de ter trabalhado com 400v a 25a ou com 385v a 26a, a carga é a mesma em ambos os casos.
O que vale não é o valor da tensão, mas sim a sua variação. Entre 20-80% a variação da tensão fica na ordem nos millivolts, tornando a estimativa da porcentagem da bateria difícil por esse método, então o BMS DEPENDE do contador para estimar a carga.
O que acontece ali por volta dos 25% é que algumas células começam a apresentar variação maior novamente, aí o BMS consegue usar a tensão para estimativa da porcentagem novamente, e aí ele começa a corrigir a estimativa, que antes era feita exclusivamente pelo contador, para usar a tensão. Essa correção deve sim ser bem brusca conforme mais células começam a apresentar variação de tensão maior.
Limpador Traseiro: tem e com jato de água para tirar poeria do vidro quando não está chovendo. Limpador Dianteiro: tem obviamente mas com sensor de chuva que não é todo carro que tem (tipo Dolphin Plus que não tem) Redinha do teto: não é bem uma redinha igual do Dolphin Plus, é um pouco mais robusto e isso é bom para isolar mais o calor. O teto também abre tipo o Song Plus. Estepe: Não tem de fábrica mas tem um espaço que ficaria muito bom para ele. Vou acabar comprando um estepe para usar em viagens e vou testar se cabe lá… o carro tem oficialmente 2 andares de porta malas, mas é como se tivesse 3 andares.
Onde tem 1 seria um andar, que é fundo mas um retangulo menor, cabe 2 ou 3 mochilas e algumas sacolas.
Onde coloquei como 2 é um espaço com altura de 15 cm, é um retangulo um pouco maior e nesse espaço que acho que cabe um estepe… olhei o estepe fino que tenho do mini e são 12 cm de largura… se para esse carro um de 15cm funcionar vai ser bom.
E por fim onde coloquei como 3 é o porta malas normal do carro que é bem largo e profundo.
Eu carreguei o carro quando estava em 26%, ou seja antes e calibrar.
Mas reparei que os primeiros 10% de bateria do EX5 deu exatamente 40km kkk
No Dolphin era a mesma coisa.
Vou andar mais e ver se os outros 10% andam menos e isso que vai gerando o “problema”.
Mesmo que caia um pouco mais que o Dolphin a autonomia um pouco menor não vai ser algo que vai atrapalhar.
Fico imaginando quem vai comprar um carro de 200 mil para usar isso…
Esse colchão de barraca ai é um acessório ainda…
Mas o EX5 também deita tudo, só não tem esse colchão inflável de acessório. Mas é um recurso meio inutil, eu não pagaria 100 reais nesse acessório porque nunca ia usar hehe
Se bem que as vezes serve pra quem gosta de acampar e prefere ficar ai do que em um barraca né? Acampar nem é minha praia
Nos EUA a cultura de car camping é bem difundida. Acho que eles se confundiram com o discurso de EUA = América e acharam que isso é comum em toda a América…
O EX5 trata extremamente bem o passageiro do banco da frente com aquele banco leito…
Já fui em sítio para dormir como confiado com esposa e durante o decorrer do dia foram surgindo mais gente e agregados que não tinha convidados, não tinha mais colchão, tapete ou sofá disponível.
Já fui em churrasco achando que voltaria cedo e com o passar das horas queria cochilar por uma hora antes de pegar rodovia devido aos bebes e sono.
Dormir no carro usando ar quente/frio sem se preocupar com motor ligado seria uma opção para essas situações não planejadas principalmente em locais afastados que não temos nem pousadas na região.
Eu acho interessante a ideia tbm. Ja dormi no dolphin plus em uma situação similar, sitio+calor+insetos = fui dormir no carro por conta do AC. Foi extremamente desconfortável. Tanto no banco traseiro quanto no banco do motorista não consegui achar uma posição decente pra dormir. Mas pelo menos o calor resolveu
Agora vou dar uma outra proposta que você não pode recusar @bgbraga
Que tal um Golf GTI de 245hp por R$445 mil? Mas para comprar, o interessado deverá comprovar que já teve um esportivo VW das linhas GTS, GLI ou GTI, ou então modelos Audi ou Porsche, assim como a Ferrari faz com novos compradores.
Junta custo Brasil com margens absurdas da qual o Depto. Financeiro não abre mão e temos isso.
Criaram esse negócio de exigir “pedigree” do comprador para justificar a meia dúzia de carros que deverão ser vendidos - provavelmente a influencers ligados a bets e negócios afins…
Sei que não é BYD nem VE, mas muita gente aqui conhece bem o GTI e vai se escandalizar… eu incluso, que comprei em 2014 o último GTI MK7 feito na Alemanha, e 9 anos depois troquei pelo golfinho.
Chegou a ter problemas com o DSG? Nunca tive esse carro, mas sempre ouvi dizer que o problema do DSG era mais de manutenção do que do câmbio em si e, geralmente, o problema dava na mão do segundo dono.