1 semana de BYD Dolphin Mini 2026 - um review

Antes de receber o carro

Antes de receber o carro, fiz uso extensivo do Gemini (IA do Google) e mergulhei neste forum para aprender mais sobre o carro.

Durante o test-drive na Gastão Vidigal (via de 50 km/h em São Paulo), senti o carro espertinho pero no mucho: Me resignei, por ser um veículo de entrada com 75 pôneis, estava com ar ligado, com vendedor no carro, etc - imaginei ser aquilo mesmo. Era o modelo 2025, e com a suspensão chinesa. A desaceleração brusca do carro quando tira o pé do acelerador também me desagradou.

Durante a compra: uma negociação inflexível, com direito a vendedores empurrando seguros, frisos, insulfilm, carregador de tomada por R$4.000,00 (!), etc. Depois da experiência de compra menos que excelente na Dahruj do CEASA em São Paulo (observem no app da BYD que somente tem 2 estrelas, é por algum motivo), fui avisado na véspera do prazo final (2 semanas, ou para parecer menos, “dez dias úteis”) para retirar o carro. Me foi instruído para instalar o app da BYD - a concessionária pede para que você chegue já com o app instalado no celular. Os dados do veículo já estavam disponíveis no app do CNH Digital desde a semana anterior, e subindo os dados no app da BYD já tinha acesso ao carro.

Através das sugestões da IA, comprei alguns itens: o Glaco para a água escorregar melhor pelo vidro - já que o Mini não tem limpador de vidros traseiro, um carregador de 3.5 kW de tomada (comprei o da Taysla por aprox. 800 reais e não 4.000 reais), uma capa de silicone incrível que encaixa perfeitamente no console superior do carro e na placa de carregamento por indução - além de reduzir o barulho das coisas chacoalhando e batendo ali dentro dos nichos de copo, um scanner OBD2 que não funcionou com meu iPhone (dica: precisa ser um scanner Wi-Fi ou Bluetooth LE (BLE 4.0), e como tiozão que sou, um protetor de lataria do carro porque as vagas do condomínio são apertadíssimas e para salvar o carro das portadas dos carros dos vizinhos.

Uma nota rápida sobre o tamanho. Meu benchmark era um HB20X. Embora mais curto (no comprimento) que o HB20X, percebi o Dolphin Mini ligeiramente mais largo que o HB20X - imagino que em nome do conforto interno. Ou seja, o carro segue sendo um candidato ainda mais forte a levar portadas dos vizinhos.

Primeiras Impressões

Em uma tarde de quinta-feira de Março retirei meu BYD Dolphin Mini 2026. Um técnico fez uma apresentação e introdução do carro mostrando suas funcionalidades principais. Não foi fornecido cartão NFC (foi dito que não fornecem neste veículo). Recebi o carro com o kit de primeiros socorros: Triângulo, colete, compressor e líquido para selagem de pequenos furos; um carregador do tipo wallbox de 7 kW da BYD (lacrado; sou morador de apartamento sem local onde instalar, sequer abri) e como prêmio de consolação pela experiência com a loja, me deram um adaptador que usa a tensão da bateria para gerar energia em uma tomada regular (Porta V2L), com capacidade de 2 kW.

Recebi o carro já com a suspensão recalibrada - não existe a sensação do carro balançando depois de lombadas/valetas, e tampouco ficou “duro” - no meu julgamento pessoal o carro está absolutamente calibrado para nossa realidade local. Diferentemente do test-drive, não sei por que, percebi o carro extremamente espertinho nas aceleradas a baixa velocidade, mesmo com ar condicionado e com passageiros no carro. Para minha estatura, não senti a necessidade de alterar a posição do volante.

A console central tem dois andares, achei meio kitsch, rs. Para os acumuladores de cacarecos no carro, é um prato cheio. Por ser alto, acaba dobrando como “apoio de braço” para o motorista e passageiro.

Configurei o carro imediatamente para o modo de frenagem regenerativa mais suave (para ficar mais suave a desaceleração depois que tira o pé do acelerador), o que melhorou significativamente a minha experiência com o carro. Foram instalados em meu celular os apps ABRP (planejador de viagens mais longas), Plugshare (o melhor mapa sobre carregadores em suas redondezas) e o já mencionado app da BYD.

Estrada pela primeira vez

Topei a bateria do carro no edifício do escritório e no sábado fui para Sorocaba testar o carro novo. Na ida fui pela Raposo Tavares - o caso de uso ideal para a bateria; “baixa” velocidade (max. 90 km/h, 110 km/h só chegando em Sorocaba), traçado desafiador, sobe-e-desce. Conforme sugestão do Gemini e o próprio manual, para amaciamento do sistema de tração do carro dirigi a vasta maioria do tempo no modo Eco. Utilizando o modo Apple CarPlay, não tive nenhum problema de desconexão (como mencionado em threads mais antigas nos fóruns) e a experiência foi perfeita. O CarPlay funciona wireless, sem fios. Não vi necessidade de rotacionar a tela até o momento. Após alguns tweaks no equalizador deixei o som de meu agrado. Não percebi ruídos ou algo que desabonasse.

Durante a subida da serra de São Roque sentido Sorocaba, existe um pórtico/radar de 60 km/h em um trecho íngreme. Após o pórtico testei o que era necessário para obter 80 km/h (o carro a combustão sempre urrava para fazer isso) e o elétrico fez sem grandes esforços.

Piloto automático (cruise control)

Observei o piloto automático (cruise control) limitado a 45 kW no motor, reduzindo a velocidade mesmo sendo capaz de entregar mais potência (imagino ser limitação no modo Eco). Depois de um tempo, se o carro não atingir a velocidade definida no Cruise, o carro desiste e desarma o Cruise control.

Há algo de overshoot de velocidade no Cruise Control em um topo de morro, não é o controle preciso de uma Mercedes, mas também não é o cruise de um Renault (Deus lhes defenda). Em um terreno não tão acidentado vai muito bem. Vi relatos de pessoas com problemas de enjôo etc, mas não foi o meu caso, senti o cruise muito tranquilo.

Na descida da serra com cruise ativado, observei que o regenerativo atua com no máximo -15kW para segurar o carro. Se 15kW de regenerativo não for suficiente para segurar o carro, o carro vai aumentar sua velocidade. É o momento em que você pisa no freio, desarma o cruise e o regen entra de uma forma mais agressiva. De uma forma geral, estou bem satisfeito com o Cruise Control.

Modos de motor: Eco, Normal, Sport

Chegando no trecho de Sorocaba da Raposo, temos a velocidade máxima da pista elevada para 110 km/h. Mas o carro não ultrapassa os 95 km/h - é limitação do modo Eco. Passo para o Normal. Aí o carro vai até os 110 km/h, mas naquele modo meio que “cortando giro” perto de 110 km/h. Para ir além de 110 km/h, mude o modo para Sport.

Glub glub

Circulei bastante na cidade, visitei amigos, família e na volta - debaixo de uma chuva de alagar marginal, voltei pela Castello Branco. Foi um cenário duplamente adverso: Pista encharcada e com lâmina pela chuva forte (estreei a luz de neblina traseira), diminuição da eficiência do carro pela alta velocidade e a água na pista. Velocidade a 120 km/h, modo Sport mesmo. O Glaco nos vidros ajudou bastante com a chuva que peguei no caminho. Não senti problemas de estabilidade a 120-130 km/h no trecho com a pista seca (já chegando em SP). Neste carro os pneus são Hankook e desempenhou bem sobre as muitas lâminas de água, sem qualquer aquaplanagem.

Embora o carro tenha um limpador de parabrisas de palheta único (é bem feião e um algo lento), não tive problemas de visibilidade mesmo com a chuva intensa, mérito também do Glaco aplicado nos vidros. Gostei do temporizador ajustável do limpador do para-brisa.

O primeiro ciclo profundo de carga/descarga

Cheguei em São Paulo com 13% de bateria. Fiz uma recarga na rede paga da cidade em um supermercado perto de minha residência, adicionei 10% de carga indo a 23%, e no dia seguinte fui para Guarulhos. Marginal, Dutra e Fernão Dias. Trecho majoritariamente de alta velocidade. Durante a vista à amiga, tinha uma tomada 220V de 20A na garagem, pedi acesso e fiz uso do carregador Taysla em sua mais alta configuração; a 16A / 3.5 kW de potência. Coloquei mais 10% no carro durante a estadia por lá e cheguei de volta a São Paulo com 13%.

Na terça-feira fui ao escritório para topar a bateria com carga lenta; chegando lá com 10%, foram 6h25m para chegar aos 100% com um carregador Tipo 2 a 5.7 kW de potência. Este ciclo profundo foi intencional, para calibração da bateria.

Depois de alguma circulação na cidade, foi a vez de experimentar um carregador CCS2 - ali vi a carga a 38 kW. Normalmente, os carregadores CCS2 são mais caros que o Tipo 2 pela conveniência - são 5x mais potentes, e rápidos.

Vida com carro elétrico & custos

Depois desta viagem com uma descarga profunda, ficou claro que para um carro com uma autonomia não tão longa, é interessante manter a bateria sempre com carga alta (bateu 50%? hora de pensar em carregar) para não passar sufoco em caso de alguma urgência ou necessidade. Vai ao supermercado fazer compras e tem ponto de carregamento gratuito? Deixe o carro carregando, não deixe dinheiro na mesa. Não tem carregador em casa e encostou em algum lugar tem carregador lento mas a um valor barato (menor que 1,60/kW)? Aproveite.

O paradigma do uso é outro. O carro a combustão exige que você vá a um lugar específico (o posto) para abastecer. O elétrico permite o “Destination Charging” (carregamento no destino). Você carrega enquanto trabalha. Enquanto faz compras. Enquanto visita seus amigos (tomada 220V).

Um rápido comparativo de custo de energia. Calculado para 320 km de autonomia. Carro a gasolina fazendo 12 km/l.

    Aonde              Valor l ou kW    Custo para 320 km
Casa                     R$0,98/kW           R$38,00
Carregador tipo 2        R$1,59/kW           R$62,00
Carregador CCS2          R$2,20/kW           R$85,00
Carro a gasolina         R$6,20/l            R$165,00

Good, bad and ugly.

Algumas observações. Fiz a troca do carro não pelo ROI (retorno sobre investimento) ou TCO (custo total de propriedade); fiz esta troca para me livrar do motor a combustão. Embora não tenha como usar um carregador residencial na minha rede elétrica - onde os custos de abastecimento seriam irrisórios - é gritante a economia do valor utilizando o carro elétrico, isso sem contar alguns confortos tais como o ajuste elétrico do banco do motorista e dos retrovisores, a câmera panorâmica para estacionamento.

O conforto de quem vai como passageiro no banco traseiro é surpreendente (não há aquele “túnel” no meio do carro, o assoalho é chapado), muito embora seja à custa do sacrifício do porta-malas. Não há local para guardar estepe no porta-malas. O que no meu caso de uso, está longe de ser um problema, no meu caso a prioridade é o conforto de algum eventual passageiro atrás e não um porta-malas enorme - meu paradigma de uso é um carro compacto.

As chateações / itens que fizeram falta: indicador de veículo em ponto cego, falta de levantamento automático dos vidros (exceto o do motorista), o controle automático de farol (identificação de claro/escuro) é sensível demais, dependendo da sombra de árvore que você passar, o carro pensa que é noite e acende o farol - só para apagar ali na frente, display chinfrim no painel do motorista, falta de indicação de temperatura externa. Não consegui fazer login na Aurora Store até o momento, a central apresenta erros de login depois da senha. E a quantidade de apps de recarga segue aumentando, rs.

Considerações finais

O carrinho é capaz, valente, tecnologicamente avançado, compacto, econômico - isso sem contar poder rodar em São Paulo todos os dias da semana graças à isenção do rodízio para elétricos - excedendo minhas expectativas.

Honda City, Yaris, Nivus, Renegade, etc.? Não, valeu. Mando um abraço para o dia do rodízio, filtro de óleo, filtro de combustível, troca de velas, troca do óleo, troca de pastilha - e a rapaziada que curte; é raro mas acontece bastante o/.

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Rapaz, se uma semana de uso deu tudo isso de review imagino o tamanho que ficaria do review dos meus 2,5 anos de Plus :joy::joy::joy:

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Relato muito legal e muito bem escrito (imagino ter usado a IA, certo?). Falando nisso, talvez eu seja o tiozão, com meus 38 anos, mas não tenho essa dependência de inteligência artificial. Acho que sou velha guarda e prefiro buscar “sozinho”.

Como o colega acima falou, quando experimentar o Dolphin Plus, será outra boa surpresa. Fora o carregamento em casa.

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Galera se empolga né? haha

Muita coisa entrega, mas as edições entregam muito mais. Dá até pra identificar alguns usos de pt-pt no texto, clássico de IA.

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Ótimo que não, parabéns pela redação!

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bem vindo ao mundo dos elétricos e não utilizadores de suco de dinossauro. Muito bom o relato, o uso do Glaco é essencial, dependendo da chuva não precisa nem ligar o limpador, utilizo em todos os vidros inclusive nos laterais. Ideal é ter o carregador em casa, por questão de comodidade mas em SP as opções estão cada vez maiores.

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É tão raro as pessoas escreverem longos textos hoje em dia, que ao ler mais de um parágrafo já sentenciam : IA!!! :slight_smile:

Parabéns pelo relato.

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Desculpe por isso, e fica o elogio novamente!

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Não vejo o uso de IA como ofensa, e nem era a intenção. Mas o estilo de escrita se assemelha bastante, não pelo tamanho do texto, mas sim pela estrutura mesmo.

O uso de IA já é praticamente obrigatório na maioria dos casos. É uma ferramenta que devemos aprender a usar para extrair o melhor que pode oferecer, sem dúvidas.

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Excelente Review. Não entendi os colegas julgando um relato rico de detalhes, bem estruturada, que prende a leitura.

Foi extenso mas fiquei até o final. Boa qualidade da escrita, parabéns. Espero que curta o carro

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Bom dia rapaziada

Vamos levar em consideração q a vasta maioria de quem de fato posta no fórum já tem ou teve seu carrinho; então este review é carne de vaca e não tem muita novidade para “nós”.

Mas o fórum é recurso com score alto pelo valor do q publicamos aqui no Google, etc. e o objetivo do review foi deixar um cabo a rabo da minha jornada pessoal, como mencionei anteriormente - o que eu gostaria de ter de informação durante o processo de decisão, negociação, etc. - então, ajudar quem ainda está nessa etapa! Eu mesmo varri este fórum (agradeço ao mantenedor por deixar público e a vocês pelos posts) desde q decidi: chega, quero um elétrico.

Vamo que vamo. Um abração,

RF

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Sem a menor dúvida, esse tipo de relato é muito rico no processo de decisão!

Ótimo saber de alguém que teve experiência com os 2 modelos que a nova configuração resolveu o problema. Eu tenho um Mini 2025 de suspensão molenga e teu relato me ajudou a decidir fazer a troca do amortecedor na próxima revisão.

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O janacletos fala sobre isso no review del do 2026. Diz que melhorou muito!

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Depois de 1 mês e 2000 km rodados seguem algumas notas.

Neste ínterim, a quantidade de aplicativos de recarga se multiplicou - hoje são 6: ChargeOn, BYD Recharge (que é da Tupi), o próprio da Tupi, eStop, 2Bee e Eletrograal+. Comecei a me debruçar melhor nas opções de carregadores ao meu redor para garimpar o melhor preço x conveniência, fazer contas e planejar minha rotina de carregamento. Tenha sempre seu PlugShare/ABRP à mão. E fazer o checkin nos postos de carregamento pelo PlugShare ajuda bastante a saber onde funciona, não funciona e a quantas anda o preço do carregamento.

Sou um morador de apartamento, não tenho infra-estrutura de carregamento própria (sou 100% dependente dos carregadores públicos) e em meu condomínio não tem carregador. No entanto, começam a surgir discussões autóctones sobre a instalação de um ponto de carregamento compartilhado no condomínio, possivelmente através de alguma rede. Para uma visão sóbria sobre carregadores de condomínio e ver como essa discussão evoluiu ao longo do tempo, veja esta thread de discussão com mais de 100 mensagens, que iniciou em 2024 até os dias de hoje.

Fiz uma viagem de longa distância, e dei uma modesta equipada no carro.

Instalação de Insulfilm: procure algum instalador autorizado pela 3M. Fiz uma instalação de película em uma dada oficina em Osasco e foi um desastre total. Algumas oficinas vão se recusar porque “pode escorrer água e danificar sensores”. O instalador da 3M utilizou uma barreira contra água e não tive nenhum problema. Vidro cristalino, sem ondulações, rugas, distorções ou bolhas. Quem? Migfilm, em Osasco. Ah, e o Glaco continua sendo uma maravilha na estação chuvosa paulistana.

Acessórios: No “andar de cima” do console, coloquei uma capa de silicone no suporte de telefone/copos. Ficou uma maravilha, reduz vibrações e ruído. Encaixe perfeito. No andar de baixo, outra capa de silicone, que adiciona alguns compartimentos para seus itens e gerenciar de melhor forma o espaço. Ambos altamente recomendados e essenciais.

Scanner OBD2: Li em alguns relatos que não é boa ideia deixar ele conectado o tempo todo no carro, primeiro porque é uma vulnerabilidade de segurança já que outros podem se conectar a seu OBD e comandar abertura do carro e depois, porque o scanner segura o carro em uma forma de standby que pode levar ao esgotamento da bateria de 12V. As dicas são: Use somente quando precisar para o ABRP ou alguma forma de monitoração, e remova quando encerrar. E a outra dica, para iPhone você precisa de scanners que tenham suporte a Bluetooth LE (BLE).

Sobre o seguro: Fiz uma rápida pesquisa com o Gemini e retornou este texto (nota, não sou especialista e pode conter incorreções), mas o fato é: prepare-se para a paulada no joelho.

Bateria: a bateria do carro não é a mesma do celular (Li-Ion), que não gosta de chegar perto de 100%: A química LiFePO4 utilizada no Dolphin aprecia as chegadas a 100%, para ajudar os sensores do carro a saber onde a bateria está de fato topada. Portanto, carregue a 100% sem medo de ser feliz. Existem estudos dizendo que a carga rápida não diminui a vida útil da bateria e é encorajado. Observe que com a bateria bem cheia (com mais de 95%), a frenagem regenerativa gera pouca energia - porque a bateria já está bem topada e não tem como receber muita energia.

Ainda sobre bateria, o carro suporta dois tipos de carregadores, o Tipo 2 também chamado de Wallbox e o CCS2. O Dolphin Mini consegue puxar no máximo 7 kW na porta tipo 2 e em torno de 40 kW na porta CCS2. E normalmente os valores entregues são ligeiramente inferiores a estes números. Antes de iniciar uma carga, verifique se o carregador está detectando que está conectado a um carro.

Pneus: O fórum tem vários posts sobre bolhas, danos aos pneus em eventos que aparentemente não causariam maiores problemas em carros tradicionais. Existe um certo consenso de que a pressão de 39 PSI evita problemas em buracos. Observe que o BYDinho é pesado. Mantenha seus pneus com as 39 libras (PSI) e use a “view” de pressão dos pneus no seu painel de instrumentos para assegurar a pressão correta. Isto também vai te assegurar um melhor rendimento do carro.

Navegação: Até então, não tinha conseguido fazer login na Aurora Store que veio com o carro para então baixar o Waze. No entanto, este tópico do forum trouxe a solução para o problema. Leia a thread toda. Acabou que como faço uso do CarPlay, achei a legibilidade e UX do CarPlay bem melhor do que o Waze rodando na central multimídia. Deixei o Waze da Aurora Store como contingência, para o caso de algum problema com o celular.

Ainda na central multimídia: Faça o gesto descendo o dedo do topo para o meio. Ali você verá algumas opções e configurações que não existem em nenhum outro lugar, como por exemplo, ativar e desativar o barulho de carro em movimento em baixa velocidade, entre outros.

Controle pelo app: Eventualmente, você poderá abrir seu app e não ter conexão com o carro. Pode ser que esteja sem cobertura da Claro, mas normalmente é modem interno do carro perdendo a conexão 4G. Se você notar o ícone da conexão de celular na tela maior sem o símbolo de 4G, faça um reset da multimídia: pressione a rodinha de volume do painel (e não do volante!) do carro por 10 segundos para comandar o reboot.

No final, descobri meio que por acidente que o Dolphin Mini 2026 consegue integrar com o Wallet do iPhone para abrir via NFC. No menu de travas nas configurações do multimídia, veja a opção “adicionar chave digital”. Para parear o telefone, você precisa pôr seu iphone no “andar de baixo” do porta-trecos. Vai pedir um código, que chegará ao seu e-mail cadastrado na BYD, colocou o código, habilite o FaceID e é só brilhar. Para travar/destravar o carro, abra seu wallet e aproxime seu celular do local marcado como NFC no seu retrovisor do lado do motorista.

Ainda no tema pegadinhas: para levantar o capô dianteiro, você precisa puxar duas vezes a alavanca que destrava o capô.

Finalmente, estranhos e vizinhos de uma forma geral vão se aproximar, especular e fazer perguntas, especialmente em estações de recarga - a sensação é de quando você é um morador de apartamento descendo sozinho, e de repente você desce com um animalzinho simpático - dá uma vontade do povo assuntar; os amigos tiozões do churrasco vão tirar um pelo contigo, e você responde com este post; enfim: a jornada é mais divertida do que se você tivesse comprado um Yaris ou um Virtus. Ou (Deus lhes defenda) uma Renegade!

Abração (e se divertindo),

-RF.

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Amigo, não precisa abrir a wallet do celular. É só aproximar.

E tanto para o iPhone e quanto para Android, a chave no celular continua funcionando mesmo quando acabar a bateria do celular. Se não funcionar, pesquise. Tem uma opção para isso (mas se não me engano vem habilitada por padrão). Mas atenção, se for testar no iPhone, se você desligar ele não funciona, só quando a bateria acaba mesmo (quando aparece aquela aquela tela mostrando só a bateria vazia e a mensagem “iPhone is Findable". Vai aparecer junto uma mensagem “Express Cards and Keys Avaliable”. Deve ser por algum tempo, x horas. Não faço ideia quanto). Isso não tem no Apple Watch, nele, se acabar a bateria a chave não funciona.

E quanto ao Glaco, tem o Nasiol GlasShield que dura 2 anos (o Glaco o fabricante diz que dura até 2 meses). Ainda não testei, mas vou usar esse. Lá fora os relatos são excelentes. Pesquisa. Ele é uma cobertura nano cerâmica, tipo a vitrificação que fazem na pintura. Precisa descontaminar bem o vidro para aplicar. Penso que usar o Glaco Glass Compound pra isso. Talvez ainda passar o Nasiol Clean depois do Compound para remover qualquer resíduo. Pois o GlasShield vai fazer uma adesão molecular com vidro e qualquer coisa entre ele e o vidro vai atrapalhar a durabilidade.

Na minha cidade tem uma empresa, dessas de vitrificação de pinturas e etc., que aplica ele em todos os vidros por R$ 290,00. Claro que vai ficar mais caro que o Glaco, talvez até considerando as reaplicações do Glaco nesse 24 meses, mas se ficar mais caro não deve ser por muito. E só de não precisar ficar reaplicando, e da situação frequente de perceber que precisa reaplicar justamente quando precisamos dele, acho que vale a pena.

O ABRP dá para instalar direto na multimídia do carro, sem desbloquear, só com o apk, é um dos poucos apps liberados pela BYD para instalar por apk. Junto com um OBD2 BLE é uma maravilha! O ABRP da multimidia conecta direto no OBD2 e faz uma aferição perfeita do seu consumo (seu carro e seu jeito de conduzir) para usar nos seus planejamentos (esse final de semana peguei estrada e ele cravou perfeito no que estimou). Fora que ele fica o tempo todo atualizando a informação da carga atual da bateria e atualizando quanto você vai chegar em cada ponto do seu planejamento. Também vai te informar se o seu plano deixou de ser viável ou te dar instrução para andar mais devagar para conseguir chegar no ponto com a carga mínima que você configurou. O gráfico que ele mostra do relevo (altitude) e consumo ao longo da viagem é bem legal e vai atualizando a curva de carga estimada em todo percurso. Então o tempo todo você sabe se pode pisar mais ou se precisa aliviar. Precisa assinar o plano “Premium” ou algo assim do ABRP. Uns R$20,00 por mês.

Abraço!

Esse é o GlasShield

E esse é o OBD2 que comprei e funcionou perfeito no ABRP e no iPhone

Fala Davi!

Obrigado pela dica do “só aproximar” no NFC e desbloquear (testei e funcionou como você indicou; coloquei condicionado ao Face ID) e do Nasiol - viajo em breve e vou aproveitar para trazer.

Cara, que espetáculo! Venho do ecossistema do iPhone, me consegue a dica de onde conseguir o APK e como instalar? Eu paguei o ABRP no plano anual, então acho que vai funcionar liso.

Um abração, e obrigado por engrandecer a discussão,

-RF.

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Offtopic: adoro ver usuários de iPhone tendo um primeiro contato com a liberdade de se poder fazer o que quiser com seus Android (mesmo que por enquanto, sobre rodas… rs)…

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Se pagou o plano anual, compensa mais usar via CarPlay, dado que essa é uma das restrições do uso gratuito.

O ABRP na central, na minha opinião, não funciona tão bem. A interface dá umas bugadas vez ou outra, alguns elementos ficam escondidos embaixo da barra inferior, etc… Mas vale o teste.

Oi Daw!

Valeu pela dica. Estava considerando esta hipótese porque tenho um scanner OBD aqui que não é compatível com o iPhone; então estava pensando em experimentar a versão do multimídia para conseguir parear com o scanner - tenho uma viagem longa (subindo a dificuldade para o medium) planejada e queria o OBD2 comunicando com o ABRP- a navegação seguiria pelo Waze no carplay, e em background, o ABRP rodando na multimidia nativa em comm. com o OBD

Faz sentido? Ou é melhour chupar a manga e comprar o OBD2 com BLE?

Abss